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Uma notável transição de carreira

A mais notável transição de carreira que pude presenciar é a que está fazendo Francisco Everardo Oliveira Silva, eleito deputado federal com votação recorde pelo PR.


Por José Augusto Minarelli, www.administradores.com.br

Ao longo de quase 30 anos aconselhando executivos demitidos pelas empresas em processos de transição de carreira, já vivenciei de tudo um pouco: diretores de administração que montaram lojas, executivos de finanças que passaram a viver de consultoria e executivas que abriram lojas de lingerie. No entanto, a mais notável transição de carreira que pude presenciar é a que está fazendo Francisco Everardo Oliveira Silva, eleito deputado federal com votação recorde pelo PR.

Pessoa de origem humilde e palhaço por profissão, Silva se tornou deputado federal por São Paulo e tem como missão abandonar a carreira que o tornou famoso assumindo outra que pode vir a destruí-lo. Para muitos, trata-se de uma fraude eleitoral, uma vez que Silva fez campanha como palhaço, mas não poderá assumir sua cadeira como tal, devendo se apresentar devidamente trajado, sob o risco de ser cassado por falta de decoro parlamentar.

O Deputado Silva, se não for impedido em função de uma eventual comprovação de analfabetismo, tem um suas mãos uma oportunidade de ouro, ou seja, realizar uma das mais complexas transições de carreira de que se tem notícia no Brasil. Normalmente, buscamos uma nova carreira quando aquela em que atuávamos já não se mostra mais promissora. No caso do Deputado Silva estamos vendo o oposto. Ele deixa uma carreira bem sucedida no ramo circense e vai se aventurar em um cenário que certamente lhe será hostil, pois vai se sentar ao lado de outros 500 e tantos deputados que obtiveram menos votos do que ele e que estarão tentados a mostrar que sua eleição foi um equívoco.

Se escapar dos procuradores que querem sua cassação antes mesmo da diplomação, o Deputado Silva, certamente, não terá um mandato tranquilo. Não poderá exercê-lo com a vestimenta que o tornou famoso e precisará cumprir uma importante promessa – quiçá a única – de sua campanha: explicar ao povo brasileiro o que é que os deputados fazem.

Terá condições para isso? Conseguirá trazer transparência a uma atividade que, no Brasil, sempre foi exercida longe do escrutínio da sociedade? Terá êxito em fugir do enorme interesse que sua atividade parlamentar certamente vai despertar tanto para os outros deputados como para a sociedade como um todo?


Honestamente, gostaria muito de que o Deputado Silva surpreendesse a todos e conseguisse a improvável façanha de conseguir sucesso em uma transição de carreira para lá de complicada. Ele deixa o sucesso para se enveredar por algo que não conhece, trilhando o caminho oposto da maioria dos profissionais que buscam mudar de ares para sobreviver. Eleito com mais de 1,3 milhão de votos, ele tem o compromisso de desvendar aos que o elegeram o que fazem os deputados em Brasília, um compromisso para lá de espinhoso para alguém que sempre soube fazer rir.

Prevejo dias tumultuados para o Deputado Silva, mas torço muito para que ele alcance o sucesso em sua nova profissão, pois não temos muitas notícias de êxito em transições de carreira para atividades para as quais a pessoa não tenha inclinação ou preparo. Se ele conseguir se tornar um deputado valioso para a sociedade, que nos ajude a entender o que fazem os deputados em Brasília, terá realizado uma proeza sem igual.

José Augusto Minarelli - é Presidente da Lens & Minarelli, empresa especializada em Outplacement e aconselhamento de carreira. 

Brasil terá fábrica nacional de carros elétricos em 2014, afirma Eike Batista

O país terá uma frota de veículos elétricos nacionais circulando pelas ruas em 2014. O anúncio foi feito hoje (15) pelo empresário Eike Batista. A planta será construída ao lado do Super Porto do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense, a um custo inicial de US$ 1 bilhão. Eike afirmou que vai buscar financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ressaltou que a composição acionária da nova empresa será majoritariamente brasileira.
A produção inicial será de 100 mil veículos, totalmente movidos por baterias elétricas, com tecnologia japonesa e europeia. Eike estimou que, há espaço no mercado brasileiro para uma nova fábrica de veículos.
“A gente está enxergando que, nos próximos dez anos, o Brasil vai consumir 8 milhões de automóveis por ano. Então, tem espaço para gente nova, tem espaço para a indústria nacional, até pelo carinho que o brasileiro teria em comprar um carro bem feito. Vai ser uma empresa nacional, com know-how estrangeiro”, disse Eike, durante a Exposição Rio Oil & Gas, que reúne as principais empresas de petróleo e gás do mundo.
O presidente da EBX, considerado o oitavo homem mais rico do mundo, frisou que os carros elétricos representam uma tendência definitiva. Segundo ele, as baterias serão de tecnologia japonesa e o restante do veículo – para cinco passageiros e autonomia de 160 quilômetros – terá concepção e design europeu e brasileiro.
“O negócio do carro elétrico é irreversível. A pessoa que gasta R$ 200 por mês em combustível, num carro elétrico, botando ele na tomada à noite, vai gastar menos que R$ 20. O problema hoje ainda é que o custo inicial da compra do carro está caro, mas o preço das baterias está despencando. Tem uma revolução acontecendo nessa área”.
Entre as facilidades do complexo de Açu para abrigar o projeto, Eike citou a sinergia entre o complexo portuário que está sendo construído, pela empresa LLX, de sua propriedade, duas siderúrgicas, de capital estrangeiro, e uma usina termelétrica, além da existência de estradas de ferro e rodovias para escoamento da produção.
“Só pela logística do Açu, a gente ganha US$ 200 por automóvel, o que é muito dinheiro. Os incentivos naturais estão na eficiência da logística. Vão atracar no Porto do Açu os maiores navios contêineiros, a um custo imbatível. Em qualquer país do mundo, você tem que pensar que o mix de algo montado no país possa ser até 50% vindo de fora. Se você agrega os outros 50% de indústria nacional, mais mão-de-obra, você acaba tendo 70% do coeficiente do país. É isso que a gente quer. A indústria brasileira de autopeças, assim que a gente passa de 20 mil unidades [de veículos], ela se instala em volta”.
Eike não disse quantos empregos terá, mas informou que cada vaga gerada em uma montadora gera 15 empregos nas empresas da cadeia. O empresário espera entrar com projeto de financiamento no BNDES dentro de 12 meses e que o banco terá interesse em apoiar a iniciativa.
O empresário afirmou que este será o primeiro carro brasileiro, depois da experiência do empresário João Augusto Gurgel, nos anos 70 e 80, que chegou a produzir 43 mil veículos 100% nacionais. “Este é o meu conceito”. Perguntado onde Gurgel havia falhado, Eike respondeu: “O Gurgel quis conceber um carro do zero. Na época ele usava motor Volkswagen. Aí ele foi desenvolver um motor próprio, uma caixa de mudança própria e entrou em uma seara complicada”.
Eike ressaltou que o veículo elétrico também deverá receber incentivos por conta de questões ambientais, pois não polui e praticamente não produz ruído. Ainda sem nome determinado, ele sugeriu que a fábrica poderia se chamar FBX, de “Fábrica Brasileira de Automóveis”, mais a letra X, que aparece em todas suas empresas.
(fonte: empreendedor.com.br)

Empresa oferece mensagens em bonecas de pano sustentáveis e reaproveitáveis


Mario Quintana já dizia que a amizade é um amor que nunca morre, mas sabemos que para manter esses laços é necessário cultivar o afeto. No entanto, com a correria do dia-a-dia, alimentar as relações fica um pouco complicado. Sem muitas alternativas, apelamos para os e-mails ou pelas inúmeras ferramentas disponíveis na internet ou celular, atitude que demonstra a real preocupação com o próximo, mas que também pode funcionar como algo descartável. Outra alternativa é o envio de presentes que tem que combinar com o momento e presenteado em questão, sendo algo, de preferência, inédito. Melhor então seria aliar mensagem, ineditismo e presente em uma coisa só. Pensando nisso, a Jeitos & Formas transforma mensagem em presente, utilizando o simbolismo que existe em torno das bonecas de pano para resgatar a magia do produto e registrar a emoção certeira de momentos especiais.
Com uma proposta nova, a empresa, pioneira nesse mercado no Brasil, oferece opções diferenciadas para homenagear e eternizar momentos vividos com família, amigos e pessoas importantes. O objetivo é levar emoção através do envio de mensagens personalizadas, selecionadas e escritas pelos remetentes, que serão impressas em tecidos reciclados de garrafas pets, em vários formatos. O recado vai dentro de uma sacolinha sustentável, que pode ser utilizada como porta celular, acompanhado por uma boneca de pano totalmente artesanal e antialérgica. Tudo dentro de uma caixa reaproveitável, que pode virar porta-plantas ou porta-objetos. O objetivo é produzir produtos socialmente responsáveis de alta qualidade, diferenciados e personalizados que encante. “E já que as nossas lembranças são heranças que só deixam de existir quando desistimos da memória, as bonecas podem trazer recordações de momentos vividos pelo presenteado através de fotos, vídeos com depoimentos, músicas e até mesmo objetos que tenham marcado de uma forma especial”, dia diz Carla Teixeira, mentora e diretora da Jeitos & Formas.
Tendo a responsabilidade social como principal preocupação, a empresa oferece nove modelos de bonecas, todas produzidas a partir de protótipos cuidadosamente criados por artesãos e designers, sendo posteriormente fabricadas por cooperativas sociais que contém núcleos de costureiras de comunidades carentes em Santa Cruz, Niterói e Cidade de Deus, todas no Estado do Rio de Janeiro. Para isso, a Jeitos & Formas promove a capacitação dessas profissionais, dando a elas a oportunidade de aumentar a renda familiar e oportunidade de ascensão social e financeira. E para que não haja nenhum tipo de agressão ao meio ambiente, os cortes dos moldes são feitos de forma customizadas, para ter o maior aproveitamento possível do tecido, além de ser utilizados hashis reaproveitados na estrutura do corpo das bonecas, botões de coco e fuxicos nos tecidos. “Além de ter nosso processo produtivo em comunidades que necessitam de valorização, pensamos com muito carinho na matéria prima utilizada na confecção dos modelos”, conclui.
Ecologicamente correta
A Jeitos & Formas foi criada e desenvolvida para ser praticamente 100% sustentável. Com um conceito muito sério de preservação ambiental, os principais instrumentos para essa utilização são aplicados desde a confecção das bonecas, passando pelas mensagens, sacolinhas e até a embalagem. Para entender melhor como funciona essa empresa, pioneira no Brasil, segue o passo-a-passo como ela funciona.
1) Três cooperativas sociais em Santa Cruz, Niterói e Cidade de Deus foram contratadas pela Jeitos & Formas para confecção de suas bonecas. Ao todo são cerca de 50 profissionais que produzem um considerável número de bonecas por dia. A expectativa, segundo Carla, é aumentar em 20% essa produção nas próximas semanas. Essa atitude faz com que a confecção das bonecas gere oportunidades de emprego e ascensão social e financeira entre as colaboradoras, já que todas são moradoras de comunidades.
2) As bonecas são produzidas com material antialérgico, além dos cortes serem customizados para preservação do meio ambiente. São utilizados hashis reaproveitados, botões de coco e fuxicos. O objetivo é utilizar os três ‘erres’ do consumo sustentável: reutilização, reciclagem e redução.
3) As bonecas levam as mensagens, feitas de garrafas pets recicladas que se transformam em tecido durável, que vão dentro de sacolinhas sustentáveis produzidas por matéria prima biodegradável que não agride o meio ambiente. O conjunto é entregue em uma embalagem reutilizável que ganha utilidade no lar, evitando acúmulo de lixo, ou seja, a caixa pode ser aproveitada como porta-plantas ou porta-objetos.

(fonte: www.empreendedor.com.br)

Coca-Cola, Omo, Nestlé e Nike são marcas mais citadas pelos brasileiros

O Brasil é hoje o segundo maior mercado para a Nestlé. A filial brasileira fechou 2009 com o maior crescimento entre todas as subsidiárias da companhia suíça. Esses resultados explicam, segundo a empresa o retorno da marca, com 3% das citações, ao Top do Top depois de um hiato de três anos. Ao seu lado, outras três marcas de segmentos distintos: Coca-Cola e Omo, ambas com 6% e já acostumadas com a liderança, e a Nike (3%), que conquista a premiação pelo segundo ano consecutivo.

Para o presidente da Nestlé Brasil, Ivan Zurita, o crescimento da marca entre as mais lembradas "é reflexo direto dos investimentos que temos feito no país". Ele cita como exemplos a regionalização e lançamentos de produtos voltados para o público de baixa renda. Entre as ações adotadas nos dois últimos anos, Zurita destaca um supermercado flutuante para as populações ribeirinhas da Amazônia, embalagens de custo mais baixo para produtos tradicionais e ainda um maior investimento no sistema de vendas porta a porta. "Intensificamos o desenvolvimento de produtos que se adaptam a esses segmentos", diz. "O nosso bom desempenho foi resultado decorrente, em boa parte, do crescimento do consumo nas classes C, D e E", explica o presidente da Nestlé Brasil. Já o diretor de comunicação e marketing da empresa, Izael Sinem Junior, calcula que o público de baixa renda represente hoje R$ 1,3 bilhão. "Quase 10% do nosso faturamento, que, em 2009, chegou a R$ 16 bilhões."

A Nestlé chegou ao Brasil em 1921 e está presente em 98% dos lares nacionais, segundo pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel. Com investimentos anuais em marketing, em torno de R$ 500 milhões, que incluem desde patrocínio à seleção brasileira de futebol e ao time de vôlei Sollys Osasco a espetáculos de estrelas como a cantora norte-americana Beyoncé e Roberto Carlos. "Desde o leite Ninho, a Nestlé está presente na vida afetiva dos consumidores", diz Washington Olivetto, chairman e CCO (chief creative officer) da W/McCann. Agência responsável por campanhas da empresa, como o sorteio de 50 calhambeques para o aniversário dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, veicula atualmente a minissérie "Galera Animal", exibida na TV. Nove filhotes defendem o ambiente e a sustentabilidade sem ligação direta com a marca. Esses personagens vão ganhar vida em outras ações da Nestlé. Para Ivan Pinto, diretor da Central de Cases da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a Nestlé, apesar de ser uma gigante, não fica presa à sua tradição. "Ela se atualiza e inova nos produtos. Na comunicação, sempre fala a linguagem da época", diz.



Essência

Marca acostumada a figurar entre as Tops, a Omo conquistou 18 vitórias em todas as 18 edições dessa categoria, que passou a fazer parte da pesquisa Folha Top of Mind em 1993. No Brasil desde 1957, o sabão em pó é líder de mercado, com share de 50,8% em junho, segundo a Nielsen. Está presente em 80% dos lares nacionais, de acordo com a empresa. Só para ter uma ideia de seu potencial, o produto sozinho representa 20% do faturamento da Unilever no Brasil. "Essa posição de Omo no mercado resulta do conhecimento profundo das consumidoras e de suas necessidades, das inovações e da consistência de comunicação", avalia Kess Kruytthoff, 42, presidente da Unilever Brasil. E 2009 foi especial. "Atingimos nosso maior patamar de share dos últimos anos". "Isso se deve ao sucesso dos produtos que lançamos e a campanhas de repercussão entre o nosso público-alvo", diz Priya Patel, diretora de marketing da área de higiene e limpeza da empresa.

Neste ano, a Unilever lançou novas versões de Omo e investiu na interatividade de sua plataforma digital, que integra blogs, redes sociais e aplicativos para celular. Não parou por aí. A marca, tradicional, adaptou-se aos sentimentos de hoje, na avaliação de Ivan Pinto, da ESPM. "O slogan atual, 'Porque se sujar faz bem', é uma sacada incrível, um pulo."Para Alexandre Gama, presidente da NEOGAMA/BBH, a agência de Omo, "a marca deve inovar, mas sem perder sua essência".

Tradição

No Brasil desde 1942, a Coca-Cola é outro destaque do Top do Top. "Aqui, as pessoas se identificam com nossas mensagens em níveis acima da média global", diz Luciana Feres, diretora de marketing das marcas Cola da Coca-Cola Brasil. "O que explica essa identificação entre os brasileiros e a Coca-Cola é o otimismo, valor que está no DNA de ambos."

Outro fenômeno que aproxima a marca dos brasileiros é o futebol. Patrocinadora da Copa desde 1950, a Coca- Cola promoveu globalmente a maior campanha publicitária da sua história no Mundial da África do Sul. O Tour da Taça percorreu mais de 80 países neste ano, seguido por sorteios de viagens, ingressos e bolas dos jogos da seleção. No Brasil, os investimentos totais da empresa pularam de R$ 1,5 bilhão, em 2008, para uma previsão de R$ 2 bilhões neste ano, com o lançamento da Coca Light Plus na lata "sleek", mais fina e alongada. "É a marca mais valiosa do mundo, mas essa posição, que poderia ser cômoda, é usada como motivação", diz Mario D'Andrea, presidente e CCO da JWT Brasil, agência autora da campanha da Copa para a empresa.







Lugar certo

Pelo segundo ano consecutivo entre os mais lembrados do Top do Top, a Nike consolida sua ascensão, com 3% de menções, mesmo índice do ano passado. Com apenas 11 anos de atuação no Brasil, a marca se destacou entre os jovens de 16 a 24 anos, com 22% das citações. Para a Nike, esse resultado foi ancorado nos pilares: futebol, corrida, esportes de ação e sportswear. "O país passa por uma grande transformação. Nós estamos conectados com o crescimento, as mudanças e com o nível de consumo de esporte que há aqui", diz Cristian Corsi, 41, presidente da Nike do Brasil.

Na avaliação de Corsi, "estamos no lugar certo, no momento certo, com as pessoas certas". "O Brasil vai sediar Copa do Mundo e Olimpíadas", diz ele. "Que outro país teve esse privilégio nos últimos anos e quantos vão ter no futuro?". Os números do mercado brasileiro ajudam a entender o otimismo. O presidente da Nike do Brasil estima 2010 como ano recorde de faturamento para a empresa. O Brasil, diz, tem duas características marcantes: a paixão pelo esporte, direcionado ao futebol, e pela arte, por meio da música.

Além do faturamento do período, a Nike viveu um ano-chave. O diretor de marketing, Tiago Pinto, conta que os últimos 12 meses foram um marco histórico em investimentos de marketing: a Copa, o patrocínio da seleção brasileira, o centenário do Corinthians e o destaque do Brasil no cenário internacional. Segundo Alejandro Pinedo, diretor-geral da consultoria Interbrand no Brasil, a "Nike não precisa nem assinar o nome, basta o símbolo. Fala claro ao seu público-alvo, os jovens."

PetShop Móvel abre sistema de franquias para aumentar atuação no Brasil


A primeira rede de serviços para cães e gatos em domicílio expande pelo país para atender donos que não têm tempo para levar o animal para tosas e banhos e precisam de comodidade e segurança
Um serviço que une necessidade, comodidade e velocidade no atendimento aos animais de estimação dos clientes, sem descartar a qualidade e exclusividade no tratamento. Essas são as principais filosofias da rede PetShop Móvel, que chega ao mercado de franquias para expandir pelo país serviços de banho, tosa e venda de produtos especializados para pet em domicílio.
Com R$ 49 mil de investimento inicial (inclui treinamento, adaptação da van e taxa de franquia) e a van montada com os equipamentos, o franqueado já pode começar a oferecer os serviços. De acordo com Roberto Saretta, diretor geral da PetShop Móvel, o retorno sobre investimento acontece em média em torno de 12 meses. “O negócio é altamente rentável, pois possui custos fixos e operacionais extremamente baixos. Acreditamos em um break even em quatro meses em muitos casos”, resume Saretta. A aquisição da van, que gira em torno de R$ 70 mil, pode ser feita via leasing, sugere Saretta, sendo que a customização leva cerca de 20 dias.
A expansão pelo país via franquias é um termômetro do crescimento da demanda pelos serviços de petshop móvel observado nos últimos três anos. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (ANFAPET), o mercado de pet shops movimentou quase R$ 9,7 bilhões em 2009, sendo que 20% desse valor foi gasto com os serviços oferecidos pela rede. “Estamos abrindo um novo mercado onde a demanda é extremamente maior do que a oferta”, afirma Saretta. O executivo projeta que, em três anos, o serviço estará disponível nas regiões de classe média alta das principais capitais brasileiras.
A empresa
O PetShop Móvel possui serviços exclusivos e com maior comodidade para o dono, em domicílio, com hora marcada, maior segurança e menos stress para o animal. Podendo agendar a visita pelo telefone e internet, a van, personalizada e equipada com as principais ferramentas para cuidar do animal e disponibilizando profissionais capacitados para cuidar do pet, vai à residência do cliente, diminuindo o estresse do animal. R$ 42,00 é o preço médio dos serviços.
O que a van disponibiliza é um complemento do que é fornecido nas lojas de petshop. Para Saretta, esses cuidados garantem atendimentos personalizados. “Queremos fortalecer a ligação entre dono e bicho de estimação. Com a vida corrida que as pessoas têm hoje, separar algumas horas por semana para ir ao veterinário acaba desencorajando a criação de animais. A empresa quer restabelecer esse laço”, argumenta Saretta.
Sobre o PetShop Móvel
Fundada em 1998 em São Paulo, SP, o serviço nasceu como complemento para os clientes da loja de pet shop Art Dog. No serviço móvel, implementado em 2002, a empresa disponibiliza banho, tosa e venda de produtos especializados para pet em domicílio, priorizando segurança e menos stress para o animal. Com o tempo, a empresa focou no atendimento em domicílio e, atualmente, 100% do faturamento provém do serviço móvel e que tem 80 clientes fixos e uma média de 300 atendimentos por mês.
(empreendedor.com.br)

Brasil vira ‘terra das oportunidades’ para jovens estrangeiros


Recém-formados de países vizinhos veem trabalho temporário no Brasil como oportunidade de ‘turbinar’ o currículo
O crescimento econômico brasileiro, que deve superar 7% neste ano, fez aumentar o interesse pelo País entre os jovens estrangeiros em busca de uma experiência profissional internacional. Especialmente na América do Sul, um contrato temporário de trabalho no Brasil - a maior economia da região - é visto como complemento que pode fazer toda a diferença no currículo.
O número de jovens estrangeiros que vieram para o Brasil por intermédio da rede global de estudantes universitários Aiesec aumentou em 50% entre 2009 e 2010, passando de 299 para 447. Entre as nações que mais enviaram jovens para o País figuram Colômbia, Estados Unidos, Peru e México. "Decidi pelo Brasil ainda na faculdade porque se trata da potência da América do Sul", diz o peruano Carlos Adrian Nuñez, 24 anos, que hoje mora em Lauro de Freitas (BA).
Nuñez trabalha na empresa Master Glasses, fabricante de óculos que, interessada em expandir seus negócios para a América do Sul, fez parceria com a Aiesec e selecionou estudantes colombianos, argentinos e peruanos. "Eles vêm com ideias inovadoras", afirma Carlos Souza, presidente da empresa.
O caso de Nuñez, porém, é especial. Enquanto outros estrangeiros apenas cumpriram o contrato temporário com a Master Glasses - que fabrica 50 mil óculos por mês e fatura R$ 36 milhões por ano -, o peruano foi convidado a ficar. Souza pediu um visto de trabalho que garantirá mais dois anos de permanência ao intercambista. "Ele trouxe uma mentalidade de qualidade à empresa. Agora, com as exportações, preciso de alguém que fale espanhol e garanta a qualidade do produto em outros países."
Contando o período de intercâmbio mais o novo contrato de trabalho, Nuñez terá cerca de quatro anos de experiência profissional no País. "Será um diferencial muito forte no meu currículo", explica.
"Exportação". O Brasil também é um exportador de jovens talentos, de acordo com a Aiesec. O número de brasileiros que viajaram por meio da entidade cresceu quase 30% em 2010, chegando a 489. A maior parte das oportunidades de estágios em empresas está concentrada na Índia e na China - recentemente, a Aiesec firmou uma parceria para enviar jovens profissionais da área de TI para temporadas no conglomerado indiano Tata, famoso pela fabricação do carro mais barato do mundo.
Essa "facilitação" do estágio, porém, não sai de graça. Atualmente com 32 escritórios no Brasil, a Aiesec cobra pela intermediação. A instituição diz que um programa no Leste Europeu, por exemplo, exige investimento médio de R$ 3 mil do estudante ou profissional recém-formado. O valor inclui passagem aérea, taxa de visto e seguro-saúde, mas não contabiliza gastos pessoais no destino.

(fonte: www.empreendedor.com.br)

Libertadores de 1998 faz paixão de vascaíno pelo futebol virar negócio


Wagner Tadeu Soares fabrica bandeiras para torcidas de todo o Brasil


Principal conquista da história do Vasco, a Libertadores de 1998 também é sinônimo de mudança radical na vida de um torcedor. Para abrilhantar a festa em São Januário no mata-mata da competição, Wagner Tadeu Soares se juntou aos amigos para preparar bandeiras que seriam estendidas nas arquibancadas. Com o sucesso da produção, o carioca enxergou ali uma oportunidade profissional, abandonou o emprego e transformou a paixão pelo futebol em ganha pão.


A torcida organizada à qual Wagner, então com 40 anos, pertencia havia encomendado 20 bandeiras para o octogonal final da Taça Libertadores daquele ano. O contratado, porém, avisou que não daria conta da encomenda em tempo, e os torcedores resolveram colocar a mão na massa. O resultado agradou a todos, e o retorno financeiro, a Wagner. Foi aí que ele decidiu deixar o emprego de representante de vendas da indústria farmacêutica para se dedicar exclusivamente à fabricação de bandeiras.



- Já tinha uma boa noção (de desenho), fui me aperfeiçoando e, como tinha amigos em todos os estados fui divulgando. Um passou o contato para o outro, e abri um leque. É um trabalho árduo, tem que correr contra o tempo. Sempre que dá, fracionamos as tarefas. Um desenha em cima, o outro costura embaixo...
O negócio se expandiu rapidamente no Rio de Janeiro, e as encomendas vindas de São Paulo, Minas Gerais e Bahia tornaram-se frequentes. Com pedidos de faixas e bandeiras cada vez  maiores, precisou sair do quintal de casa para um local em que pudesse lidar com tecidos de grandes dimensões. Um acordo com um clube do bairro de Irajá, bairro do Rio de Janeiro, o permite usar a quadra esportiva para a realização do trabalho.

Atualmente, Wagner concentra seus esforços na administração. Tem seis funcionários fixos e, em épocas de maior demanda, também contrata mão de obra temporária, dentre pintores, desenhistas e costureiras. Se o clima colaborar e facilitar a secagem da tinta, o número de encomendas aceitas aumenta, e até 200 bandeiras podem ser feitas em um único mês.
O ápice da produção ocorre próximo aos clássicos. Para o confronto entre Fluminense e Botafogo pelo returno do Brasileirão, uma das principais torcidas do Tricolor encomendou uma bandeira de 25 x 40 metros, altura da arquibancada do Engenhão. Já para o clássico paulista da 31ª rodada, entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu, torcedores do Verdão compraram, em tamanho ampliado, a reprodução de uma foto histórica da primeira partida após a mudança do nome do clube, antes conhecido como Palestra Itália, no campeonato estadual de 1942.

Apesar do coração ser cruzmaltino, o empresário garante que segue as leis de mercado e dá preferência para quem contratar seus serviços primeiro, independentemente das cores da camisa.
- Sempre frequentei outras torcidas, mesmo sendo vascaíno. No futebol vale a zoação, a aposta entre amigos. Nos negócios, tenho profissionalismo. Se tem um jogo entre Vasco e Flamengo e as duas torcidas pedem, faço para as duas. Mas começo por quem chegar primeiro. Não uso o coração nessas horas.
Com boa clientela no mercado interno, Wagner espera ampliar a produção para eventos internacionais, para os quais os pedidos ainda são escassos. O carioca comemorou bastante a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2014 e 2016, respectivamente, pois as vê como uma oportunidade de crescer ainda mais.
- Agora vamos atrás das grandes empresas.

Como conquistar um investidor anjo

Paul Bragiel, fundador da I/O Ventures, dá dicas a empreendedores que buscam fundos para financiar seu negócio




Menos é mais quando se trata de vender sua ideia de negócio. É o que garante o investidor anjo Paul Bragiel, fundador da I/O Ventures, que investe em startups de tecnologia do Vale do Silício. Segundo o especialista, que já fundou três empresas de internet de sucesso e agora investe em negócios em estágio inicial de desenvolvimento, o segredo para conquistar a atenção dos potenciais investidores é ser ágil e objetivo ao apresentar seu projeto. Durante um evento organizado pelo Centro de Empreendedorismo da FGV-EAESP, em São Paulo, o investidor – que quer atrair empreendedores brasileiros para o Vale do Silício – deu dicas para quem busca recursos para financiar seu negócio. Confira.

EXAME.com: Qual é o caminho para atrair a atenção de potenciais investidores para o seu negócio?
Paul Bragiel: O importante é ter acesso a pessoas. Se você mandar um e-mail direto para esses caras, o risco de ir parar na caixa de lixo é grande. Você tem que trabalhar duro para conseguir acesso a essas pessoas. Não tente a porta da frente, tente a porta de trás. É importante manter também um networking com outros empreendedores. De repente ele apresentou a própria ideia três meses atrás a um investidor e pode te colocar em contato com ele. Outro aspecto importante é manter um contato com as pessoas para quem você apresentou sua ideia, mesmo que eles tenham dito não para o seu projeto. Eles podem querer investir na sua próxima empresa, ou na próxima rodada de investimentos ou até mudar de ideia em dois meses e resolver investir no seu projeto. Na I/O nós trabalhamos com mais de 40 fundos de venture capital do Vale do Silício e muitos desses caras disseram não para mim. Mas eu mantenho contato com todos eles porque amanhã posso precisar da ajuda deles, ou uma das minhas empresas pode precisar de investimento ou algum amigo pode precisar de um contato. 

EXAME.com: Qual é a melhor forma para apresentar o seu negócio ao potencial investidor?
Bragiel: O importante é não arrastar a apresentação. Alguns pitches apresentações que vimos aqui no Brasil duraram um pouco demais. Você perde um pouco da sua vantagem quando fala de maneira muito detalhada da sua ideia. Vá lá, apresente sua ideia da maneira mais rápida possível e quanto mais rápido você chegar na parte mais divertida - das perguntas e respostas - melhor. É aí que o investidor aprende mais sobre o negócio que durante a apresentação em si.

EXAME.com: O que vocês buscam na hora de avaliar um potencial investimento?
Bragiel: Gostamos de times técnicos, portanto é importante que pelo menos um dos fundadores seja um programador ou engenheiro para que o negócio possa avançar tecnicamente. Também buscamos pessoas motivadas – quando vemos alguém que não está afim de fazer muita coisa, que acha que já “nasceu” empreendedor, torcemos o nariz. Também nos interessa ver como a dinâmica do time funciona, como as pessoas trabalham juntas, há quanto tempo elas se conhecem, porque você tem que ter certeza de que se as coisas ficarem difíceis essas pessoas vão se apoiar e não desmoronar totalmente. Depois do time, vem a ideia. A ideia pode até ser boa, mas se não for algo que me empolgue eu não vou investir. Tem que ser alo que me faça pensar: ‘talvez eu até entre para essa companhia, eu gostaria de trabalhar lá’. 

EXAME.com: A ideia vem por último nesta lista?
Bragiel: Sim, porque se não tem os outros três não adianta ter uma boa ideia. Você pode me dizer: ‘tenho uma grande ideia, vou fazer carros voadores’. Se eu te perguntar como você vai fazer isso e você não tiver resposta tudo vai por água abaixo. A execução é muito importante. O que determina o sucesso da empresa não é ter a grande ideia e construir a empresa de fato, contratar as pessoas certas, promover o produto, ir ao mercado, sujar as mãos.

EXAME.com: O investimento anjo é uma aposta de alto risco. O que o motivou a entrar nesta área?
Bragiel: Muitas vezes você coloca dinheiro e as chance de conseguir algum retorno é bem pequena. Nós colocamos dinheiro porque temos a oportunidade de trabalhar com jovens empreendedores e pessoas que realmente respeitamos. É inspirador. Você pega a energia que eles tem e traz para a sua vida, para a sua empresa e etc. Além disso, se a empresa dá certo, a taxa de retorno é muito alta. É um tiro no escuro e normalmente você não espera acertar, mas nós empreendedores somos otimistas por natureza, por isso acreditamos que estamos colocando dinheiro em empresas que podem ser realmente inovadoras e trazer valor para o mundo e para o seu bolso, claro. Também é uma forma de retribuir, porque muitos de nós no Vale do Silício recebemos dinheiro ou conselhos em algum momento quando abrimos nossos próprios negócios no passado.

EXAME.com: Qual é a vantagem de conviver em um ambiente com alta concentração de empreendedores, como Vale do Silício?
Bragiel: Comandar uma empresa é solitário. Você é o chefe, você não pode reclamar para o seu funcionário que as coisas estão difíceis. É importante estar perto de outros empreendedores para trocar ideias, dividir experiências e aprender com os outros. Algumas das lições mais importantes que eu aprendi foram com pessoas da minha idade, que tinham negócios parecidos com os meus. 

EXAME.com: Qual o interesse da I/O Ventures no Brasil?
Bragiel: Estamos convidado empresários brasileiros a aplicar para o nosso programa. Acredito que os grande negócios de internet do futuro virão de fora dos Estados Unidos. Queremos trabalhar com os melhores empreendedores, não interessa de onde eles venham. Com a gente, você pode entrar pela porta da frente. Nosso processo de seleção é bem democrático. As inscrições podem ser feitas diretamente no nosso site. Nosso programa tem duração de seis meses e já estamos selecionando as empresas que vamos apoiar no início do próximo ano.

(fonte: EXAME)

O Fim da Gestão?



A pratica de gestão parece ter evoluído lentamente quando comparada às mudanças monumentais em tecnologia, estilo de vida e geopolítica que presenciamos nos últimos cinqüenta anos. Se um executivo dos anos 60 voltasse ao tempo real, ficaria extremamente impressionado com a flexibilidade da cadeia de suprimentos em tempo real e a necessidade de prestar assistência ao cliente 24 horas por dia, e descobriria que muitos dos rituais de gestão de hoje pouco mudaram em relação aos que comandavam a vida corporativa há uma ou duas gerações. Isso se deve pelo fato de que talvez tenhamos chegado ao fim da gestão. Talvez dominemos, até certo ponto, a ciência de organizar os seres humanos, alocar recursos, definir objetivos, traçar metas e minimizar os desvios das melhores práticas, fazendo com que a maioria dos problemas de gestão realmente difíceis já tenham sido decifrados. Ou não, talvez a gestão moderna ainda não atingiu o apogeu da eficácia e, em face dos desafios que vêm pela frente, não está no caminho certo. 

A dificuldade de encontrar os caminhos que levam à conquista na empresa, ou a subida de topo, perante a quantidade de caminhos que levam para baixo do topo, é uma situação muito desagradável na qual a gestão atual se encontra. Com a evolução da gestão desde a primeira metade do século XX, a tecnologia da gestão alcançou um topo de um penhasco próximo, que em vez de estar assentada no topo de uma conquista como o Everest, ela está descansando alegremente sobre um monte dos Apalaches, onde mesmo que seja alto, não é o topo de todos. De certa forma, ninguém pode contestar que a máquina da gestão moderna equivale a uma das maiores invenções da humanidade. No entanto, com o tempo, toda grande invenção, inclusive a gestão, percorre um caminho que leva do nascimento à maturidade e, ocasionalmente, à senescência. Novas invenções normalmente demoram um tempo para deslanchar. Quando os obstáculos iniciais são superados, o ritmo de aperfeiçoamento é acelerado, o conhecimento aumenta, e logo várias inovações redefinem o que é possível. Porém, inevitavelmente a lei dos rendimentos decrescentes entra em vigor em algum momento, e a taxa de progresso em relação ao esforço começa a cair, tornando mais difícil fazer avanços importantes.

Na realidade, a maior parte das técnicas e ferramentas essenciais da gestão moderna foi criada por pessoas nascidas no século XIX, não muito depois do fim da Guerra Civil Americana. Aqueles pioneiros intrépidos criaram descrições de cargos e métodos de trabalho padronizados. Fazendo um retrospecto dos últimos vinte ou trinta anos de história da gestão, talvez possamos apontar uma dúzia de inovações com a mesma dimensão das que estabeleceram as bases da gestão atual. Naturalmente, impõe-se a pergunta se realmente precisamos de uma nova curva “S”, e, se assim for, se existe alguma esperando para ser encontrada. Talvez devêssemos estar celebrando o fim da gestão ou talvez, depois de décadas de luta, não haja mais picos elevados para escalar nem novas curvas “S” para descobrir. Se a democracia ainda tem montanhas a escalar, cerca de 2.500 anos após seu nascimento na Grécia antiga, seria muita presunção supor que, depois de um único século de progresso, a gestão atual tenha esgotado seu potencial evolutivo, assim como seria insensato presumir que uma tecnologia que nos serviu de forma tão admirável durante o século XX seja adequada para atender as exigências do século XXI. Acontece que, a gestão atual nos legou uma série de enigmas desconcertantes, trade-offs preocupantes que exigem um pensamento ousado e abordagens originais. E quando olhamos para frente, defrontamo-nos com uma grande quantidade de novos problemas, situações aflitivas e dilemas que expõem as limitações de nossos processos e sistemas de gestão rotineiros.

O sucesso da evolução da gestão atual teve um alto preço para se estabelecer. A gestão moderna contribuiu muito, mas exigiu muito em troca, e continua a exigir. De certo modo, talvez agora seja a hora de renegociar o acordo. Devemos aprender a coordenar os esforços de milhares de pessoas sem criar uma hierarquia opressiva de administradores, mantendo o controle sobre os custos e construindo organizações em que a disciplina e a liberdade não sejam mutuamente exclusivas, e fazendo com que lutemos para transcender os trade-offs aparentemente inevitáveis, que foram o legado infeliz da gestão moderna. O ambiente que as empresas do século XXI enfrentam é mais volátil do que nunca, embora a prática de gestão possa não estar evoluindo tão rapidamente como antes, mas já gerou uma enorme quantidade de desafios gerenciais, muito diferentes daqueles que sobrecarregaram os nossos antepassados. 

Assim, à medida que o ritmo das mudanças se acelera, cada vez mais empresas encontram-se na contramão da curva da mudança. A desregulamentação e as novas tecnologias que diminuíram o papel das economias de escala estão reduzindo radicalmente as barreiras de entrada em uma grande variedade de setores. As empresas estão se vendo progressivamente envolvidas em “rede de valor” e “ecossistemas” sobre os quais têm apenas controle parcial. A digitalização de qualquer coisa não-patenteada constitui uma ameaça para as empresas que atuam na criação e venda de propriedades intelectuais. A internet está transferindo o poder de barganha dos fabricantes para os consumidores com grande rapidez. Os ciclos de vida da estratégia estão diminuindo, de forma que é possível reforçar um novo negócio com rapidez inusitada. E os custos de comunicação em queda livre e a globalização estão abrindo os setores para um grande numero de novos concorrentes que praticam preços ultra-baixos. Essas novas realidades exigem novos recursos gerenciais e empresariais, para que possamos prosperar em um mundo progressivamente inovador, fazendo com que as empresas tenham de ser tão estrategicamente adaptáveis como são operacionalmente eficientes. Esses são os desafios que devem ser enfrentados pelos inovadores de gestão do século XXI.

O DNA gerencial torna algumas coisas fáceis e outras praticamente impossíveis. A gestão atual não é apenas um conjunto de técnicas e ferramentas úteis, é um paradigma. Um paradigma é mais que uma forma de pensar, é uma visão de mundo, uma crença ampla e firmemente estabelecida sobre quais tipos de problemas vale a pena solucionar, ou não ainda solucionáveis. Somos todos prisioneiros de nossos paradigmas e como gestores, somos prisioneiros de um paradigma que coloca a busca da eficiência acima de qualquer outro objetivo, o que não chega a surpreender, já que a gestão moderna foi criada para resolver o problemas de ineficiência.

Embora seja impossível datar com precisão o nascimento da gestão moderna, a maioria dos historiadores situa Frederick Winslow Taylor próximo ao inicio da epopéia, e o considera o inovador da gestão mais influente do século XX. Taylor achava que um método empírico baseado em informações para o planejamento do trabalho produziria grandes ganhos de produtividade. Também sustentava que a eficiência provinha de “saber exatamente o que qualquer trabalhador façam, e depois asseguram que o façam do modo melhor e mais barato”. Taylor considerava que a administração podia ser transformada em uma “ciência verdadeira, fundamentada em leis, regras e princípios claramente definidos”. A contribuição de Taylor para o progresso econômico, e o da gestão em um amplo sentido, é evidenciada por mais de cem anos da sempre crescente produtividade de fatores. Max Weber, renomado sociólogo alemão e contemporâneo de Taylor, via a burocracia como o ponto mais alto da organização social, possibilitando aos dirigentes da organização, e àqueles que agem em relação a ela, um alto grau de avaliação de resultados. Para Weber, a organização ideal tem varias características distintivas, como a divisão do trabalho, organização de cargos, seleção de pessoas para cargos baseados na competência técnica e formação, distinção de donos da empresa e administradores e controle rígidos.

Atualmente, portanto, pouca coisa surpreenderia um gestor do século XXI. Embora Max Weber esteja morto a quase noventa anos, muito das características que ele defendia continuam sendo virtudes da gestão moderna. Embora talvez deploremos a “burocracia”, ela ainda constitui o princípio organizador de praticamente todas as empresas dos setores público e privado do mundo, inclusive a sua. De certa forma, nós improvisamos, fazemos correções temporárias e aperfeiçoamos. Criamos projetos e mecanismos de inovação, em vez de organizações que sejam inovadoras do topo à base, entre outras coisas. A verdade é que a maioria de nós é partidária do velho paradigma, ou seja, somos membros da classe burocrática, pois como os executivos, gerentes e supervisores, aprendemos a usar a tecnologia de gestão para realizar trabalho. No entanto, apesar de nossas reservas, sabemos que o verdadeiro progresso exige uma revolução. Você não poderá passar pela próxima curva “S” sem dar um salto, tendo de passar por cima de suas idéias despercebidas, das melhores praticas do mundo, das recomendações de todos os especialistas e de suas próprias duvidas. Taylor sabia que os avanços revolucionários exigiam longos saltos intelectuais. Em 1912, Taylor compareceu perante uma comissão do congresso e afirmou que a administração científica exigia nada menos que uma revolução mental. A exemplos de outros arautos do futuro é possível que Taylor tenha ido um pouco longe demais com sua retórica revolucionária, mas pouco de seus contemporâneos contestariam sua afirmação de que a administração científica representava uma estupenda quebra de precedentes.

Os desafios que encaram os líderes empresariais do século XXI são no mínimo industriais do mundo há cem anos. Obviamente estamos vinculados a um precedente, e a maioria de nós tem interesses pessoais no status quo da gestão. Mas se seres humanos puderem inventar a moderna organização industrial, então eles podem e devem reinventá-la. Assim, com toda certeza, não há muita coisa em um curso de MBA, best-seller sobre gestão ou programa de desenvolvimento de liderança que indique que há alternativas radicais à maneira como lidamos, planejamos, organizamos, motivamos e administramos neste momento, mas legítimos inovadores nunca se sujeitam à situação como ela é, em vez disso, sonham com a maneira como ela poderia ser.

Lego Envia Brinquedos para o Espaço



Em parceria com a NASA, a empresa quer incentivar as crianças a se interessarem por ciência e tecnologia

Muita gente já sonhou em ser astronauta quando criança e a Lego quer manter vivo esse desejo. Por meio de uma parceria com a NASA, a empresa enviou brinquedos junto com a tripulação do ônibus espacial Discovery, na missão STS-133, que partiu da Terra na última semana. O projeto se chama “Construindo e explorando nosso futuro” e tem o objetivo de incentivar as crianças a terem mais interesse pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. A parceria vai durar três anos.

Como parte do acordo, a NASA vai enviar conjuntos especiais da Lego para a Estação Espacial Internacional a bordo da missão STS-134, em fevereiro de 2011. Durante a viagem, a tripulação do foguete vai realmente montar alguns modelos da Lego, com a finalidade de mostrar como é difícil administrar o espaço físico em um ambiente com pouca gravidade.
Inspirada nas missões, a Lego vai lançar, no ano que vem, uma nova linha de brinquedos, que vão variar em termos de complexidade para diferentes faixas etárias, de crianças a adultos. Ainda não se sabe quais serão os modelos lançados, mas o robô que ilustra a página da empresa pode ser uma dica. Em comunicado à imprensa, a empresa disse que "o propósito do Grupo Lego é inspirar as crianças a pensar de forma criativa, racional, sistemática e liberar o seu potencial para moldar o seu próprio futuro".
(Portal Exame)

MPX Energia prepara reviravolta que pode destravar as ações em bolsa Vista como o “patinho feio” das empresas de Eike Batista, empresa pode anunciar plano de capitalização

A MPX Energia (MPXE3) prepara uma reviravolta que pode elevá-la a uma das mais atraentes do grupo EBX, de Eike Batista. As ações são negociadas hoje ao equivalente a perto da metade do valor vendido na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) realizada em dezembro de 2007. Em 2010, os papéis da empresa acumulam uma alta de 31%.
A divulgação de novos projetos, como a descoberta de “meia Bolívia” em gás no Maranhão este ano, levantou dúvidas do mercado sobre a capacidade da empresa de tocá-los sem a captação de mais recursos por meio do mercado de capitais ou pela venda de uma participação a um parceiro estratégico. E é exatamente esta preocupação que a empresa poderá eliminar em breve.
Para Marcos Elias, da casa de análise independente Empiricus, uma saída recai sobre uma possível estruturação de uma debênture conversível em ações de aproximadamente R$ 1 bilhão. “É um instrumento pelo qual deve entrar um estratégico. Não pesa sobre o mercado de ações e dá o funding necessário agora”, disse Elias no programa Rádio Cash desta semana, publicado por EXAME.com.
“Os investidores estavam muito preocupados com a capacidade de financiamento da empresa”, destaca o analista Rodolfo Amstalden, também da Empiricus. Para ele, a expectativa da operação abre caminho para a recuperação das ações da empresa. “Deve chegar a 32 reais no curto prazo e daqui a um tempo em 60 reais”, projeta.

(Portal Exame)

Abertura de Negócio: 10 coisas a saber



A abertura do próprio negócio é um sonho de muitas pessoas que não suportam ouvir o chefe cobrando ou desvalorizando o seu trabalho. O crescimento abundante de abertura de negócios se deve a esse fato. Dados comprovam que de 90% dos negócios abertos, 95% fecham no primeiro ano, e assim por diante. Ter uma ideia ou vontade não resulta em negócio certo sem que haja planejamento ideial para seu funcionamento. Muitos artistas e astros do passado tinham talento, mas conseguiram chegar onde queriam pois providenciaram um planejamento adequado para o seu empreendimento. Um planejamento adequado ao seu talento. Esse é o mesmo dilema da abertura do empreendimento. Se não tiver planejamento, o negócio não irá progredir. Visitando todos sites sobre negócios e economia, o que fazemos diariamente, encontramos no site da globo.com essa reportagem abaixo, que é importante ser lida, discutida e levada em consideração para aqueles que pensam em abrir o próprio negócio. Então fique a vontade e usufrua do conteúdo. Use a barra de comentários para sugestões e dúvidas.  
Abertura do Negócio: 10 coisas para saber antes de abrir o próprio negócio
Vontade e uma boa ideia não bastam, é preciso planejamento adequado.Com a ajuda do Sebrae-SP, o G1 montou um roteiro com dicas e cuidados. Ser dono do próprio negócio – em algum momento, esta ideia já passou pela cabeça de boa parte dos brasileiros. Mas para “aposentar” a carteira de trabalho e assumir de vez a função de empresário é preciso muito mais que vontade. O G1conversou com o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) Reinaldo Miguel Messias para montar um guia com as dez principais orientações que todo empreendedor em potencial deve seguir antes de abrir um negócio próprio. Messias diz que, em primeiro lugar, a pessoa deve estar atenta ao que ele chama de “4Ps”, ou seja, propósito (o quê), processo (como), pessoas (quem) e prazer. “Propósito claro é aquilo que vai orientar a sua busca por um negócio. O ‘como’ é o processo, no caso, processo de fazer, de vender e de controlar. Depois disso, preciso de pessoas, tem a pessoa dono e a pessoa empregado. A cumplicidade, a complementaridade é que vai fazer com que as pessoas, trabalhando em processos adequados, atinjam o objetivo”, explica. “Prazer: nada vai dar certo se você não gosta do que está fazendo. Negócios passam por turbulências; se não gosta muito do que está fazendo, na primeira turbulência, não vai procurar o que fazer, vai fechar.”
Confira abaixo o roteiro com as dez principais dicas:

1 - Empreenda no que conhece e gosta
“A receita para dar certo é empreender naquilo que a gente tem domínio. A costureira vai fazer sua lojinha com roupa. Depois de uma vida no segmento de confecção é pouco comum que vá abrir um restaurante.”

2 - Avalie a viabilidade financeira frente à idéia e oportunidade
“Não adianta gostar, a coisa tem que ser viável, tem que gerar lucro. (...) Quando a gente está pensando numa empresa, é importante pensar que cada dinheiro colocado lá dentro, vai ter que voltar numa medida de tempo.”

3 - Cuidado com a escolha do sócio
“É muito comum escolher sócio como ‘o cara que tem o dinheiro barato que eu preciso’ e isso acaba custando muito caro. Sócio é um complemento de conhecimento e de atitudes que você tem. Ele não é igual a você, mas é uma nova visão. Os dois têm que enxergar juntos na mesma direção.”

4 - Avalie a diferenciação de seu negócio em relação à concorrência e aos cenários
“Negócio legal é aquele que se diferencia dos demais – ser diferente é agregar outros valores. Não é ser diferente pela parte ruim: o que mais atrasa, por exemplo. Enxergar em que cenário esta atividade está situada. O ‘mais um’ está dividindo o bolo que todos já comem.”

5 - Esteja seguro de seus gastos e controle de suas despesas e custos
“Conheça a parte financeira da ‘encrenca’ que você está se metendo. Ter domínio. Sem controle financeiro, não se gerencia nada. É fundamental, principalmente quando está iniciando a atividade, saber onde está colocando cada centavo e como está voltando.”

6 - Considere sempre possíveis gastos adicionais com adequação do espaço de trabalho
“Não esqueça de trocar a fechadura das portas do comércio e checar se o banheiro é frequentável e está dentro da legislação da saúde pública, em número suficiente; se as vitrines são seguras; se a rede elétrica está devidamente dimensionada. A gente esquece destes detalhes quando esta fazendo o planejamento.”

7 - Trabalhe com pessoas que conheçam do negócio tanto ou mais que você
“Mesmo que custe um pouco mais é sempre bom evitar que os outros errem por você. É sempre bom contar com a competência. Quem paga pouco, recebe pouco. Cuide na competência, na adequação, no perfil da aparência. Essas pessoas têm que conhecer bem o negócio.”

8 - Todo começo é incerto. Cuide bem dos investimentos e do capital de giro
“As grandes perguntas são sempre: será que preciso mesmo de tudo isso? A gente tem um fogo de sair comprando coisas... Às vezes, numa atividade que está iniciando, o melhor é alugar, arrendar, pedir emprestado para um amigo, fazer um termo de comodato. O capital de giro é sempre aquela história: o único que acredita no seu negócio é você. 27% das empresas que abrem não terminam o primeiro ano. [Institutições financeiras] Gostam de dar crédito para a pessoa física, não para a jurídica. Olhe bem para ver quanto de capital de giro vai precisar antes de pedir emprestado.”

9 - Procure um contabilista competente para abrir sua empresa e assessorá-lo com impostos, tributações e taxas no dia a dia
“Geralmente, quando procura um contabilista, vai muito pelo valor que a pessoa está cobrando. Você deve perguntar se tem muitos negócios do mesmo ramo que o seu. Quanto mais atividades como a sua ele tem dentro da carteira, mais a par vai ficando. As tributações variam muito dependendo do segmento.”

10 - Lucro é a única forma de garantir o retorno dos investimentos. Atenção com ele!
“Negócio foi feito para gerar lucro, não amizade e relacionamento. Parte do lucro é o que consegue manter o seu capital de giro dentro da necessidade. A outra parte será responsável pelos investimentos para gerar alavancagem. Às vezes, guarda-se essa parte dentro do estoque, comprando o que não precisa, na quantidade que não deve, no momento que não é preciso. Veja como o lucro está sendo gerado. No começo, não dá para ter todo o lucro gerado pra gente.”
Erros mais comuns

Segundo Reinaldo Messias, um dos erros mais comuns que as pessoas cometem quando se aventuram pelo mundo do negócio próprio é quanto ao cálculo do tempo necessário para a maturação do projeto. “É a pressa, quando planejo por um período muito pequeno, ou, o contrário, planejo por um período muito grande e nunca tomo a iniciativa”, diz. “A ansiedade leva à falta de planejamento, falta de domínio do negócio".
Como faz questão de destacar o consultor do Sebrae-SP, a vontade precisa de embasamento. “Por isso a gente estimula a fazer o plano de negócio – para conhecer do seu mercado, do seu negócio, do seu concorrente.” Outro equívoco recorrente, segundo Messias, é achar que uma boa ideia é tudo. “Mentira. Ter dinheiro para implementar essa ideia é fundamental”, destaca. Ele diz que a fonte para a obtenção de recursos deve ser planejada de maneira adequada, já que o dinheiro pode vir, preferencialmente, de uma capitalização pessoal. “A uma taxa de juros relativamente alta, meu negócio tem que dar alguma coisa para pagar essa taxa e ainda sobrar para fazê-lo crescer”, lembra. Outra alternativa interessante é através de uma sociedade, mas é preciso tomar cuidado com esta opção. “Uma sociedade na qual só um dos sócios tenha a verba não é muito bom, porque o poder vai para quem entrou com o dinheiro. É preciso ter uma linha equilibrada de divisão de poder.”


“Outro erro comum: abrir um negócio porque um amigo abriu e deu certo. É outro tempo, outro negócio”, destaca Messias.

Em caso de problemas, o consultor do Sebrae reitera que planejar é imprescindível, mas lembra, porém, que planejamento não é garantia de sucesso. Portanto, para aqueles que já abriram um negócio, mas estão diante de dificuldades, há alternativas para tentar “salvar” a empresa antes de, simplesmente, entrar com pedido de falência.

“Vá fazer uma consultoria. Em havendo alguma dificuldade, o Sebrae é um serviço gratuito, disponibilizado no país inteiro, que, em suma, oferece apoio e suporte à atividade de perenização de pequenos negócios, procurando orientar e estimular o empresário na busca de soluções mais adequadas”, diz.

“Não pular do barco na hora que bateu no iceberg, mas é sempre bom saber que o iceberg não vai sair dali. É preciso viabilizar a rota”, conclui Messias.
(g1.com)

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