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Um palpite politicamente político

Por Lucas Margotti

Dedicado ao Centro Acadêmico da Administração - Universidade Federal de São João Del Rei.

"Inicialmente gostaria de destacar que não sou membro de nenhuma organização e muito menos afiliado em algum partido político. Não defendo nenhum partido e muito menos qualquer representante da política. Unica coisa que defendo é o desenvolvimento e o progresso de todas as organizações públicas, sendo tais elementos gerados através do mais famoso ou mais fajuto partido político brasileiro".

Quem discorda que, em relação a outros países do mundo, a política do Brasil está lastimável? Quem discorda que em todas as eleições sempre há grande número de políticos ficha suja de volta ao poder? Quem foi que disse que no país há muitos ignorantes que votam em um "palhaço" só de sacanagem com a política? Será mesmo que é legal ex-jogadores de futebol famosos estejam agora no poder em prol da nação brasileira?
"Poxa vida!"

Não é de hoje que o Brasil vive esse momento dramático na política. Mas o maior problema em questão não são os eleitos e sim os eleitores. A política brasileira está sendo abandonada e o "povão" brasileiro está elegendo representantes nada convencionais.

Acho interessante contar dois casos nesse artigo, relacionados à falta de interesse dos eleitores na política e a falta de interesse dos políticos com os eleitores.

O primeiro caso aconteceu na última eleição no centro acadêmico da Administração da UFSJ, na qual uma nova chapa entrou nas eleições para atuar no centro acadêmico. A primeira falta de interesse da comunidade universitária foi a presença de uma única chapa para disputar as eleições. A segunda foi a quantidade de votos obtidas nessa eleição. Em aproximadamente 300 graduandos em Administração matriculados, foram contabilizados 118 votos, aproximadamente 40% da comunidade em geral. E isso não se deve ao interesse da chapa, que apresentou boas propostas e sendo que mais de 96% dos votos foram a favor dela. O fator desinteresse, que a maioria da população brasileira insiste em defender, só compromete e desmotiva a classe honesta interessada. Dessa forma, esse caso ilustra como a falta de interesse dos eleitores numa importância como essa, a atuação de um centro acadêmico do curso durante o ano, desmotiva e desilude uma organização que nasce com propostas de melhorias para a própria classe eleitora.

Outro caso lastimável está na política pública de São João Del Rei/MG, minha cidade, sede da Universidade Federal de São João Del Rei. Nas últimas eleições municipais surgiram inúmeros interessados em fazer parte da política municipal (Lamentável cada "figura" que surgiu). Muitos dos interessados, de certa forma, pareciam pessoas competentes e honestas, capazes de mudar a situação que a cidade já apresentava. Porém, o poder na mão de quem não tem capacidade de controlá-lo, é preocupante (Poder e Dinheiro corrompem qualquer político). A situação é que os eleitores resolveram eleger pessoas que nunca tiveram o poder na mão, e pior, nunca foram capazes de receber um salário de tamanha "grandeza". Que também nunca foram capazes de entender que uma verba com 5 ou 6 dígitos é para benfeitorias para a população, e não benfeitorias no próprio bem-estar. Obviamente, existem poucos políticos que trabalham duro e honestamente, mas seria muito mais produtivo que todos fossem assim. E quando temos o poder nas mãos, é nossa obrigação sermos honestos e trabalhar para a melhoria da população.

"Quem não gosta de política, está disposto a ser representado por quem gosta".

O Brasil elegeu jogadores de futebol, palhaço, ex-BBB, políticos indiciados em diversos crimes públicos, um ex-presidente do Brasil deposto por impeachment, coronéis, cantores de pagode, religiosos, etc. Por que não elegemos professores, doutores, engenheiros, administradores, advogados, profissionais da educação, psicólogos, cientistas, entre outros? Nada contra, o voto é individual e cada um elege da forma que entender, mas está na hora de deixarmos de ser ignorantes e passar a votar com inteligência. Temos que deixar de ser um país em que os estrangeiros acham que somos sambistas ou passistas ou até sub-mundo. Já pararam pra pensar que as maiores atrações brasileiras ou as coisas que chama mais atenção dos "gringos" são as coisas mais fúteis ou que serviriam para nos envergonhar? (Exceto a parte ambiental, empreendedora e tecnológica brasileira). Enquanto os países desenvolvidos nos encantam com suas bibliotecas, músicas, livros, filmes, museus, organização, riquezas, encantamos com.... ah, deixa pra lá!

Sinceramente... Chegou a hora de mostrar que somos uma nação superior, democraticamente Brasileira.

E se você fosse uma empresa...



E se você fosse uma empresa... qual seria o seu valor de mercado?


Por Lucas Margotti


São essas e outras questões que o Administrador ou Gestor de Empresas deve se perguntar. E Isso se aplica a todos os profissionais.
É estranho pensar nessa pergunta tão abstrata no sentido humano, mas serve de parâmetro para analisarmos a quantidade de profissionais entrando no mercado cada vez mais instruídos e com novo "gás" e novos paradigmas para aplicar nas organizações. O sentimento de luta torna-se mais duro diariamente pelo fato de não conhecermos mais os caminhos ao sucesso, e apenas seguir o que for mais viável.

O profissional atual não se deve deixar que as capacidades externas influenciem seu valor. Todos nós conhecemos nossos valores e sabemos o quão importante ele é/foi no docorrer de nossas vidas. Muitos profissionais perdem as esperanças ou o sentimento de lutar pelo que sonha quando algo não é o que imagina, ou que não são capazes de realizar alguma meta proposta. Com certeza há um sentimento árduo de derrota e de incapacidade. Imagine passar tempos aprimorando o conhecimento para não ser capaz de executá-lo na prática. É complicado... mas proponho-me a responder isso: "Não existem incapacidades técnicas quando não há incapacidades psicológicas", ou seja, o que não conseguimos é resultado daquilo que não lutamos com todas as forças para conseguirmos, ou que não somos motivados e influenciados para o sucesso disso.

Quando não somos valorizados, cabe a nós nos valorizarmos pelas nossos sucessos. Se não estamos felizes com as conclusões equivocadas que recebemos, por que devemos aderir a esta e nos rebaixarmos ao mesmo  referencial? Se você reconhece seu esforço e seu nível de conhecimento, atribue-se um valor a você mesmo a partir do que você conhece sobre você. E então volto ao título desse artigo: Se você fosse uma empresa... qual seria seu valor de mercado? Quão duro é sua rotina e seu esforço diário para ser reconhecido e qual o valor simbólico você daria para isso? Qual é a diferença entre o seu valor e o valor que as empresas acreditam que você tem?

"Imagine..."
Você atribui um valor diferente do valor que a empresa acredita que você vale, por exemplo $30, e você é vendido para a concorrente pelo valor que a empresa acha que você vale, por exemplo $10. Por atitude equivocada, a empresa perde $20 e a concorrente ganha esse valor.
Então acredite, se você reconhece seu valor, seu esforço, suas capacidades, e não se submete às influências ruins que as empresas são capazes de atribuir à você, você é um profissional valioso, ou melhor, conforme proposto, "uma empresa valiosa".


"Desenvolva sua carreira atribuindo valores que você acredita ser resultado de seu esforço e utilize o seu valor externo(empresa) como parâmetro. Viva sua carreira confirmando que você é capaz e que sempre será. Acredite no seu valor e não deixe que especulações derrubem o seu 'Eu Empresa' ".

O Pescador e o Banqueiro

Original: The Fisherman and the Banker
Tradução: Lucas Margotti
Fonte: Livro N.E.F./Oxford University Press

Um americano estava caminhando em uma linda praia localizada em um vilarejo no México quando ele viu um pescador em seu barco que segurava um grande peixe.

- "Boa pesca!" ele disse ao pescador. "Quanto tempo você demorou para pegá-lo?"
- "Não muito tempo". Respondeu o pescador.
- Por que você não vai mais longe para pegar mais desses peixes? Perguntou o banqueiro animado.
- "Porque tem o bastante aqui para sustentar minha família".

Então o americano, que é um banqueiro, perguntou: 
- Mas então o que você faz nas horas vagas?
"Ah, eu durmo tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, passeio com minha esposa. À noite, vou com meus amigos na vila, bebemos vinhos e tocamos violão. Eu sou mais ocupado do que você imagina. A vida aqui não é como..."

O americano o interrompeu: 
- "Eu tenho um MBA de Harvard Business School e posso te ajudar. Você não está pescando o tanto que você é capaz. Se você começar a pescar por longos períodos, você vai conseguir bastante dinheiro para conseguir comprar um barco maior. Assim, poderá pescar mais peixes e ganhar mais dinheiro ainda, podendo comprar outro barco maior, e depois o terceiro, e por ai vai. Ao invés de você vender seus peixes no comércio, você poderá vender diretamente para as indústrias de peixes, ou abri sua própria fábrica. E assim, poderá finalmente sair de sua vila aqui no México e mudar para Nova York, onde você poderá administrar sua companhia".
- "Quanto tempo isso vai demorar para acontecer?", perguntou o pescador.
- "Entre 15 a 20 anos se você trabalhar duro".
- "Hmmm... e depois disso, o que eu posso fazer?
- "Essa é a melhor parte". Disse o americano com um sorriso no rosto e falando mais euforicamente. "Quando esse momento vier, você poderá vender sua empresa por milhões de dólares".
- "Milhões de Dólares? Mas e depois disso?
- "Logo em seguida, você poderá se aposentar, viver em um vilarejo perto da praia, dormir tarde, brincar com os filhos..."

Achei esse texto super interessante e aplicável em nossas vidas. Por mais que seja importante buscar o sucesso profissional e conseguir uma estabilidade econômica, temos que pensar qual o preço disso. Muitas conquistas dependem de escolhas que afetam tanto nosso emocional quanto a nossa busca pelo sucesso. Temos que escolher algo que seja viável e possível de acontecer, sem que prejudique outras pessoas. Temos que ser bom no que somos através da competência e do saber, e não pelo fracasso do próximo. É importante ter controle do tempo e saber dar um pouco de você onde é mais preciso, porque a vida será sempre um relógio regressivo onde vale mais a pena aproveitá-lo satisfatoriamente do que viver reconstruindo o passado.

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