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Video: Palestra de Eike Batista na USP e outras entrevistas

Confiram abaixo a palestra do bilionário e empreendedor brasileiro Eike Batista. Um empreendedor de sucesso sendo considerado o 8º homem mais rico do mundo, segundo a Forbes. Tal entrevista você pode conferir abaixo e está dividida em 7 partes, seguindo pela entrevista do Eike Batista no programa Jô Soares e no Zeitgeist Americas 2011 (Evento do Google nos Estados Unidos). Como admirador, acredito que tais vídeos irão proporcionar uma dimensão de empreendedorismo e negócios que tais empreendimentos do empresário têm desenvolvidos e outras informações e conhecimentos adquiridos pelo empresário.


Palestra do empresário Eike Batista na FEA-USP


Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Eike Batista no Programa Jô Soares no dia 20 de maio de 2011 (Parte 1)

Parte 1

Parte 2

Re-thINC - Eike Batista at Zeitgeist Americas 2011 (English Video)


Eike Batista na CNBC 


Canais do Empresário:



Executivos Brasileiros: dois mil salários mínimos por mês

Confiram essa matéria extraída do "Estadão" sobre os salários dos principais executivos brasileiros. Alguns chegam a dois mil salários mínimos por mês.


A diretoria da Usiminas ganha remuneração total de R$ 12.948.926,01. O presidente é Wilson Brumer.

O conselho da Vivo ganha um total de R$ 1.207.000,00. O presidente é Roberto Oliveira de Lima.

A diretoria da TAM tem remuneração de R$ 21.571.407,00. O presidente é Líbano Barroso.

A diretoria da Natura ganha R$ 11.879.093,00 no total. O presidente é Alessandro Carlucci.

Na Eletropaulo, a diretoria recebe um total de R$ 8.387.066,00. O presidente é Britaldo Soares.

A diretoria da BRF recebe um total de R$ 18.350.120,77. O presidente é José Antonio do Prado Fay.

O conselho do Bradesco ganha um total de R$ 71.200.000,00. O presidente é Luiz Carlos Cappi.

No Banco do Brasil, a diretoria ganha um total de R$ 26.189.745,08. O presidente é Aldemir Bendine.

A diretoria da Ambev tem remuneração total de R$ 50.092.386,00. O presidente é João Carlos Neves


Fonte: Estadão/MSN Brasil

Profissionais Experientes como Empreendedores Individuais


Fonte: Sebrae/Administradores
Virar Empreendedor Individual (EI) se tornou uma opção para os profissionais com mais de 50 anos interessados em permanecer no mercado de trabalho. Desde que entrou em vigor, há dois anos, o EI já legalizou mais de 160 mil pessoas com mais de 50 anos. Elas representam 14,6% da categoria, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae.

Quando a pesquisa foi concluída, em maio deste ano, havia 1,1 milhão de empreendedores em todo o país. Hoje, eles somam cerca de 1,4 milhão. A demanda por formalização deve crescer ainda mais. Números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o universo de pessoas mais velhas que trabalham por conta própria é bem maior. Ao todo, são 6,4 milhões - um terço dos autônomos existentes no país, segundo a última edição da pesquisa, referente ao ano de 2009.
"A figura do Empreendedor lndividual cria condições para as pessoas saírem da informalidade, o que é importante para o empreendedor dessa faixa etária, que viu oportunidade para trazer seu negócio à legalidade ou para iniciar nova atividade econômica", observa Pio Cortizo, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional.
Trinta e quatro por cento dos trabalhadores mais velhos trabalham sozinhos, valor maior que o registrado no mercado de trabalho em geral, que é de 20%. "Além do preconceito, os idosos enfrentam dificuldade de inserção por estarem desatualizados. É importante estudar sempre", afirma o professor titular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Hermano Roberto Thiry-Cherques, especialista em filosofia do trabalho.
A aposentada Rosângela Paiva do Nascimento, moradora de Curitiba, escolheu trabalhar por conta própria para complementar a renda e, principalmente, realizar seu sonho de ganhar dinheiro com artesanato. Aos 58 anos, possui duas marcas de produtos artesanais, a Maria Cereja Ateliê e a Douce Maternité Decoração para bebês. Seus artigos de decoração feitos em tecido, MDF, juta e flores representam boa parte da renda de sua família. "Agora que tenho CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) posso negociar e comprar material mais barato e vender minhas peças a empresas. Fiz cursos no Sebrae que estão me ajudando muito a administrar o negócio. Em breve, quero virar microempresa", conta a artesã.
Sem escolaridade nenhuma, a autonomia foi a solução para a moradora de Manaus, Edina da Silva Souza, de 60 anos. Há cerca de três décadas, ela trabalha como feirante e, em 2010, também se formalizou como empreendedora individual. Por mês, ganha cerca de R$ 1 mil com a venda de frutas e verduras. "Depois que me formalizei aprendi a tratar melhor os clientes e administrar melhor minha banca", relata a manauense, que sabe escrever apenas o próprio nome.
Pesquisa
O levantamento divulgado pelo Sebrae em junho deste ano considerou um universo de 1,1 milhão de empreendedores individuais que se formalizaram desde julho de 2009, quando a figura jurídica do EI foi criada. A pesquisa traçou um perfil dos trabalhadores por conta própria. 

A influência do Marketing no mundo contemporâneo

Adaptado do livro "Administração de Marketing (A biblia do Marketing), de Kotler e Keller. Esse trecho encontrado no livro propõe claramente uma definição sobre a importância do Marketing para as organizações. Nada melhor então do que reproduzir esse trecho. Tal obra é um referencial e existem diversos conceitos, exemplos e termos que, aos poucos, serão reproduzidos no Tutor Executivo para contribuir para o conhecimento nessa àrea da Administração.



A importância do Marketing

O sucesso financeiro muitas vezes depende da habilidade de marketing. Finanças, operações, contabilidade e outras funções de negócios não terão sentido se não houver uma demanda para produtos e serviços suficiente para que a empresa obtenha lucro. Para que se alcance um resultado, alguém tem de colocar as coisas em andamento. Depois que os nomes com "C" para altos executivos entraram na moda, como Chief Executive Officer (CEO) para diretor-presidente e Chief Financial Officer (CFO) para o diretor financeiro, muitas empresas contrataram seu Chief Marketing Officer (CMO), ou diretor de marketing, para colocar o marketing em pé de igualdade com as outras funções. Press releases de todo tipo de organização - de fabricantes de bens de consumo e empresas de seguro-saúde, passando por organizações sem fins lucrativos e fabricantes de produtos industriais - alardeiam suas ultimas conquistas em marketing e podem ser encontrados em seus sites. Nas publicações de negócios, incontáveis artigos são devotados a estratégias e táticas de marketing. 

O marketing, no entanto, não é nada simples, e foi o calcanhar-de-aquiles de muitas empresas outroras prósperas. Empresas grandes e conhecidas, como a Sears, Levi's, General Motors, Kodak e Xerox, após se defrontar com consumidores mais exigentes e novos concorrentes, tiveram de repensar seus modelos de negócios. Até mesmo líderes de mercado como a Microsoft, Wal-Mart, Intel e Nike reconhecem que não podem se dar ao luxo de relaxar. Jack Welch, o brilhante ex-CEO da GE, não se cansava de prevenir sua empresa: "Mude ou morra".

Mas tomar as decisões corretas nem sempre é fácil. Os gerentes de marketing precisam tomar decisões importantes, como quais caracteristicas incluir em um novo produto, a que preço oferecê-lo aos consumidores, onde vender seus produtos e quanto gastar em propaganda e vendas. E também devem tomar decisões mais detalhadas, como escolher as palavras e as cores para uma nova embalagem. As empresas sujeitas a maior risco são aquelas que não conseguem monitorar seus clientes e concorrentes com cuidado e aperfeiçoar sempre suas ofertas de valor. Essas empresas assumem uma visão de negócios de curto prazo, direcionada para vendas, e vão acabar por não satisfazer os acionistas, os funcionários, os fornecedores e os parceiros de canal. O marketing habilidoso é uma busca sem fim.

(Extraído e adaptado por L.M de: KOTLER, Phillip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 12º ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006)

Gestão Financeira para Pequenas Causas

[CENTÉSIMA PUBLICAÇÃO! \o/ TutorExecutivo.com ] 

Por Lucas Margotti

A ascensão da classe C e D, a disponibilidade de crédito para esses novos consumidores, o incentivo do governo para o consumo massivo e a mudança paradigmática relacionada ao novo estilo de vida dos brasileiros proporcionaram diversas variáveis para estudos e pesquisas sobre essa nova formação social. Mas o maior problema é que o consumo excessivo não está mais relacionado à necessidade pessoal, mas à necessidade social destinada à suprir o ego. Esse novo comportamento tem desenvolvido uma nova forma de administrar equivocadamente as finanças pessoas e, do "jeitinho brasileiro", viver o agora para pagar depois. Dessa forma, o planejamento financeiro para pequenas causas torna-se urgente, para não chegar o momento em que as receitas pessoais serão muito menor do que as despesas, tornando àrduo a manutenção do cotidiano.


A necessidade de um planejamento financeiro para pequenas causas, tais como despesas domésticas, gastos eventuais, investimentos, dentro outros, deve ser muito incentivado para que tenhamos uma vida e finanças organizadas. Em outros países, as crianças crescem aprendendo elaborar um planejamento financeiro e organizar suas contas, visando a universidade no futuro. Tal iniciativa tem muito estímulo dos pais que promovem esse desenvolvimento de finanças para os filhos. No Brasil, isso não acontece. O Brasileiro passou muitas dificuldades sociais e políticas no passado e usa esse momento de estabilidade atual para promover um consumo demasiado, através de créditos e prazos, sem se preocupar com o futuro.

Muitos conseguem aproveitar eficientemente essas oportunidades. Utilizam créditos, estudam a possibilidade de comprar à vista ou à prazo de acordo com as taxas e juros disponíveis, promovem o consumo farto e ainda, fazem um planejamento financeiro para suprir suas necessidades. Muitos alegam que planejamento financeiro somente tem aplicabilidade na classe alta, que é competência deles esse sucesso, mas posso dizer que, através de uma observação empírica, é justamente o contrário que acontece. Um casal que possui uma renda de até 1 salário mínimo proveniente de cada membro, consegue se adaptar economicamente em pequenas cidades. Da mesma forma, um casal com renda média de R$ 1.000 pro cada membro, consegue se adaptar economicamente em um centro urbano.


Em muitos dos casos, as despesas essenciais para a sobrevivência não passam de 50-65% (despesas essenciais: aluguéis, energia, iluminação, rede de água e esgoto, alimentação, bens de consumos primários, etc). Os demais gastos são relacionados à aquisição de bens para satisfação pessoa. Para os brasileiros, esse consumo pode chegar a 70% da renda, deixando outros 30%, ou até menos, para a manutenção de despesas essenciais. Para isso, torna-se muito necessário a elaboração de um planejamento financeiro pessoal para que endividados possam controlar seus orçamentos e sejam capaz até de investir e aplicar recursos para aquisições conscientes. Tal planejamento pode ser feito tanto em uma planílha do Excel quanto em uma folha escrito à mão. Mas, antes de começar esse planejamento, é necessário um estudo sobre todas as contas futuras juntamente com o orçamento familiar. Nesse caso, organize suas receitas e todas as despesas atuais. Assim, planeje uma reação para pagar as contas em excesso e chegar ao momento de despesas excessivas nulas. Após isso, reestruture suas contas da seguinte forma:

Receitas Totais (salários/renda)
(-) Despesas essenciais (Contas de água/esgoto/impostos/luz/aluguél/alimentação/supermercado/condomínio/faculdade/escola/etc.)
(=) Valor líquido disponível (Se estiver em negativo, esse estudo não se aplica)

Do valor líquido disponível, reserve porcentagens, mensalmente, para:

Gastos do cotidiano (Variável)
São gastos que podemos ter no dia-a-dia, como um lanche em uma tarde, taxi ou ônibus para deslocamento, um pequeno gasto com alguma atividade eventual, etc.

Gastos com compras (40%)
Esse é o gasto mais problemático que se encontra na estrutura. Ele é responsável pelo endividamento e falhas no planejamento financeiro, quando analisado equivocadamente. Ele é item que tem como base o comportamento e aspectos sociais, por estar ligado ao psicológico do indivíduo. Esse gasto é o mais satisfatório mas o mais arriscado. Tendo um direcionamento, proporcionando uma porcentagem de margem para esse gasto, torna-se fácil ter acesso à esse gasto com tranquilidade.
  
Gastos com diversão (Variável)
É um gasto que pode variar, mas que deve ser medido de acordo com o grau individual de necessidade. É importante, mas também deve ser planejado adequadamente.

Investimentos (15-20%)
Como o item mais importante, deve analisar e trabalhar bem na questão do investimento pessoal. As vezes, vale a pena investir e ter o produto à vista com desconto no futuro do que conseguir agora e pagar o dobro do valor. É importante também para o futuro a longo prazo, possibilitando viver com tranquilidade sabendo que o futuro está garantido. 

Investimentos de segurança (10%)
Esse é tipo de gasto primordial. Esse investimento de segurança refere-se à aplicação de 10%, em média, dos recursos para eventos futuros. É essencial para pessoas que não possuem um plano de saúde ou um seguro de vida. Também necessário para acidentes que possam surgir no futuro, e que demandará um investimento acima do esperado. 

Portanto, é muito importante que haja um planejamento financeiro não só para investimentos e aplicações, como tem sido bastante usado essa ferramenta, mas como uma forma de administrar as finanças pessoais do cotidiano e de pequenas causas. Existem milhões de brasileiros que vivem sem qualquer planejamento financeiro e que estão desprevenido de qualquer eventual problema que possam surgir, comprometendo sua estrutura vital. 

Esse texto tem como base a concientização sobre como é importante a gestão financeira para pequenas causas e como isso pode ser trabalhado para o bem-estar do indivíduo. Quando as pessoas conseguem gerir bem essa ferramenta, passa a viver feliz, protegida e consciente.

*Todos os dados e informações acimas foram sugeridos pelo Tutor Executivo, sendo possível um estudo detalhado e aprofundado para exatidão de dados subjetivos



> Caso tenha interessa em que o Tutor Executivo colabora com dúvidas, elaboração do planejamento financeiro, suporte financeiro, aplicação do PF, acesse a página a seguir: Tutor Executivo Serviços

Recursos Humanos x Departamento pessoal

Por Benedito Milioni

Foi o que disse uma pessoa num intervalo de evento, exatamente assim, como no título desse artigo, com o “não me ofenda” carregado de ênfases emocionais, misturando ingredientes de indignação com desprezo. Com minha curiosidade aguçada, pontinhos acima das normas de boas maneiras que nos impedem de ficar ouvindo a conversa de desconhecidos, descobri que a autora da frase havia respondido a uma outra qual era a sua empresa e cargo. Nesse instante, veio-me à mente o que tenho ouvido sistematicamente de muitos, mas muitos MESMO, colegas de trabalho: DP (Departamento de Pessoal) nada tem a ver com RH (Recursos Humanos).


Não sei se me estão claudicantes ou preguiçosos os neurônios, se meu nível de conhecimento da área está mais para confundir bife à milanesa com bife ali na mesa, ou, quem sabe, algo mais terrível, mas entendo que DP ou RH, não importa, cuidam do mesmo: gente! Mais ainda, se não estiver definitivamente ensandecido, “pessoal” e “humanos” referem-se a um tipo de gente só: os colaboradores de uma organização. Ora, se não existe distinção alguma no foco do trabalho de cada uma das siglas, porque tanto horror na expressão da pessoa citada na abertura desse artigo?

No meu entender, o que há é muita desinformação, combinada com preconceito puro e simples, e uma forte dose de soberba, o que resulta numa atitude miúda, inconsistente e em nada contributiva para a valorização do trabalho dos profissionais que atuam na Gestão de Pessoas.

Se fossemos o doutor Spock, da série da ficção científica “Jornada nas Estrelas”, um ser desprovido de emoções e sentimentos, absolutamente racional, poderíamos aceitar como válidos os seguintes argumentos:
• Uma empresa pode passar sem o RH, mas o mesmo não acontece com o DP;
• Todos respeitam o DP, não se podendo estender essa afirmação para RH;
• Todos sabem o que faz o DP, muitos não sabem para que serve o RH (incluindo alguns da área...);
• É muito mais difícil ser um especialista nas atribuições do DP que nas do que se chama RH (seleção, treinamento e etc.);
• E o DP sempre será a última área da empresa a ser fechada, muito, mas muito depois do fechamento do RH!


Sempre defendi a tese de que alguns anos de experiência na área de administração de pessoal levam ao robustecimento do preparo dos futuros profissionais na gestão de pessoas. Evidentemente, nada impede que se construa uma bela carreira na área... de RH sem a passagem pelo DP. Contudo, há muito a ser aprendido no DP sobre o comportamento das pessoas e organizacional, sobre as questões básicas da dinâmica humana e sobre o contexto político-sociológico das organizações, dentre outros importantes aprendizados.


Aproveitando e antes do parágrafo de encerramento, um esclarecimento: a construção correta é Departamento DE Pessoal e não Departamento DO Pessoal, porque se trata de uma redução da antiga expressão “Departamento DE Administração de Pessoal”. Não se trata de preciosismo! O Departamento não é de propriedade (portanto DO) Pessoal, concordam? Finalmente, o que justifica o desprezo pelo Departamento de Pessoal? Nada! O que fundamenta o autoproclamado elitismo de RH? Nada, rigorosamente nada!

Se o critério de muitos colegas de RH para assumir posição de desprezo pelo Departamento de Pessoal for o das vertentes mágico-hedonistas-transcendentais que se vê no discurso de muitos coleguinhas, não há muita chance de ser aceito e respeitado, porque uma empresa não é um circo. Se o critério for o da desinformação, da falta de preparo e de experiência nos fundamentos da matriz que rege e inspira a Gestão de Pessoas como um todo, aí mesmo é que “a porca torce o rabo”. E, na eventualidade do critério para esse desprezo vier a ser submetido ao crivo da racionalidade, notadamente do que vem do operacional concreto das empresas, pelo qual “vale o que se faz e não o que se fala”, a dita suína, pobrezinha, não apenas torce o rabo, como lhe tem torcido o pescoço!

A Importância da Logística

Por Amarildo Nogueira



Por muitas vezes nos dia de hoje, ouvimos falar e vemos muito a palavra logística. Muitas pessoas acreditam que a logística está relacionada somente com transporte, muitos não tem a mínima idéia do que seja, outros acham que é alguma coisa relacionada com lógica ou entrega de um produto à um determinado local.

A logística tem grande influência em nossas vidas, principalmente nos dias de hoje.Todos os bens de consumo utilizam-se de processos logísticos até que estejam disponíveis para consumo no seu cliente final. Algumas pessoas acreditam que Logística é algo novo e que surgiu recentemente, porém desde antes de Cristo a logística já era utilizada nas grandes guerras que fizeram parte de nossa história. Logística sempre foi um termo muito utilizado pelos militares, pois nas operações de guerra é necessário que cada equipe esteja preparada para executar cada uma de suas atividades no momento certo. Ao avançar suas tropas o oficial precisa ter uma equipe que providencie o deslocamento na hora certa, de munição, víveres, equipamentos e socorro médico para o campo de batalha.

O termo logística está obtendo lugar de destaque nos últimos anos no Brasil, pois hoje as condições são mais favoráveis. Na década de 80 seria difícil trabalhar com processos logísticos porque tínhamos uma economia onde a inflação acelerada obrigava a remarcar preços dos produtos diariamente. Neste
período o negócio era estocar tudo que fosse possível. Esta idéia é bem diferente do que nos ensina a logística que tem como foco o produto certo no momento certo. Com a estabilização da economia a partir de 1994 com o plano Real e foco na administração dos custos, a evolução da microinformática e da TI (Tecnologia de Informação) desenvolvendo softwares cada vez mais eficazes para o gerenciamento de armazéns, transporte, código de barras, os processos logísticos começaram a ter lugar de destaque.

Conforme a Council of Logistics Managent (Conselho de Gerenciamento Logístico) podemos conceituar a logística adotando a seguinte definição: “Logística: é o processo de planejar, executar e controlar o fluxo e armazenagem, de forma eficaz e eficiente em termos de tempo, qualidade e custos, de matérias-primas, materiais em elaboração, produtos acabados e serviços, cobrindo desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com objetivo de atender aos requisitos do consumidor".

Para compreendermos melhor como isto funciona vamos falar de algo que faz parte do nosso dia-a-dia. Para realizar compras no supermercado você geralmente faz uma lista com todos os produtos que você precisará comprar. Ao chegar no supermercado você coloca no carrinho os produtos de acordo com a sua lista. Você poderá percorrer o supermercado de duas formas, pegando os produtos de acordo com a seqüência de sua lista ou percorrendo todos os corredores de uma ponta à outra até finalizar a sua compra. Se por acaso alguns produtos estiverem em falta você levará outro ou comprará em outro lugar. A simples atividade de efetuar uma compra no supermercado retrata a importância do processo logístico, que neste caso é ter o produto certo no momento certo.

Podemos então dizer que logística é um processo que faz parte da vida de todo mundo e que tem
condições de melhorar a vida das pessoas quando bem praticada. As grandes empresas sabendo disso trabalham cada vez mais com ferramentas logísticas para terem um bom desempenho de suas atividades. Por ser um diferencial competitivo as empresas investem cada vez mais em tecnologia e treinamento de seus colaboradores, obtendo assim bons resultados para satisfação de seus clientes. Podemos destacar as empresas automobilísticas como precursoras das implementações de processos logísticos. Tem como objetivo redução de custos no processo, receber os materiais no momento certo para execução da montagem, otimizar processo produtivo sem perder a qualidade do produto final. Esta necessidade é muito positiva, pois assim novas ferramentas logísticas surgem melhorando ainda mais o processo.

Atualmente, no Brasil, já existem cursos de Tecnologia em Logística, Pós Graduação em Logística, MBA em Logística Empresarial, Mestrado em Logística, reconhecidos pelo MEC, capacitando profissionais para as mais variadas áreas da logística, pois os profissionais qualificados estarão garantindo um lugar no mercado de trabalho. "Logística não é um modismo, veio para ficar".


Sobre o autor:
Amarildo Nogueira é professor universitário e palestrante Graduado em Bacharelado em Sistema de Informação pela Fundação Santo André - FSA.
MBA em Logística Empresarial pela FGV.
Business and Management for Internacional Professional pela Universidade da Califórnia e pela FGV – Management.
Professor no curso de Logística na Faculdade Anchieta

Sessão dica: Empreendedorismo

Por Lucas Margotti


O QUE?

POR QUE?

COMO?

QUANTO?


A abertura do próprio negócio é um desafio para profissionais informados sobre os procedimentos e um sonho para os demais profissionais. É realmente complicado tornar-se um empreendedor de sucesso, e isso exige dedicação, planejamento, organização, persistência, inovação, e acima de tudo, dinheiro. Sem esses requisitos, é arriscado e quase inviável a abertura do negócio. O contrário pode acontecer caso a sorte esteja a disposição, oferecendo uma oportunidade juntamente com a visão estratégica do empreendedor.

Existem diversos tipos de empreendedores no Brasil. Existe um estudo sobre o "Empreendedor Virador"(Bezamat, 2003) em que defende que o empreendedor pode ser aquele que constrói um negócio a partir de uma necessidade subjetiva. Ele busca meios de sobrevivência através do empreendedorismo e torna-se um empreendedor virador. De fato, também é indeterminável a busca pela definição do que é empreendedor, sendo que já foi definida de diversas formas por diversos autores diferentes. De acordo com Kent(1990), Trata-se de um animal um tanto grande e importante. Ele tem sido caçado por muitos indivíduos utilizando-se de vários tipos de engenhocas e armadilhas, mas até agora ninguém teve sucesso em capturá-lo. Todos que clamam tê-lo visto relatam que ele é enorme, mas todos discordam das peculiaridades. [...] Assim é o empreendedor. Ninguém definiu exatamente como um empreendedor é, contudo, as contribuições dos empreendedores para o bem estar da humanidade são ao mesmo tempo grandes e importantes. Para Dornelas (2004) empreendedorismo é “a identificação de novas oportunidades de negócio, independentemente dos recursos que se apresentam disponíveis ao empreendedor”, ou seja, é um processo que uma pessoa desenvolve seu próprio empreendimento, isto é, transforma uma idéia em negócio. Para Pinto e Rodrigues (2005) “o termo empreendedorismo, nos dias atuais, vem sendo utilizado de forma abrangente, referindo-se a ações inovadoras e dinâmicas em busca de resultados concretos”. 

Empreendedorismo deve ser estudado como uma oportunidade. Precisa ser constantemente trabalhado através de idéias e inovações. Portanto, voltando às quatro perguntas iniciais... O que? Por que? Como? Quanto? Essas simples perguntas me proporcionaram um projeto de sucesso quando cursei a disciplina "Empreendedorismo" ano passado em minha grade curricular da Administração. Criei um projeto de empresa (trabalho final) com base integralmente nessas perguntas, e elas foram capaz de me guiar muito além do que eu imaginava. Elas foram propostas pelo próprio professor Dr. Bezamat de Sousa Neto quem ministrava a disciplina e é um dos grandes nomes de Empreendedorismo no Brasil.

Esse mecanismo não é tão eficiente como um plano de negócios, mas é capaz de promover uma análise crítica sobre os negócios e as oportunidades. 

O QUE?: O que é o seu projeto de negócio? Nesse tópico, devemos detalhar o que é o negócio e todo seu funcionamento. Uma simples pergunta que não exige tanto. 

POR QUE?: Essa pergunta exige um pouco mais do empreendedor. Nela, devemos explicar detalhadamente o por que de montar esse negócio e quais são as vantagens para sua abertura. Importante destacar análises mercadológicas que apontam as vantagens ou oportunidades que esse negócio apresenta, ou até mesmo forças que diferenciam o seu produto ou serviço dos demais. É uma pergunta que necessita estudar todos os "por que's" capazes de mostrar que tal empreendimento possui aspecto de negócio de sucesso.

COMO?: Necessita-se estudar e elaborar um plano sobre como será executado esse negócio. É a etapa que descreve os métodos a serem aplicados na execução do negócio, como as relações com outros recursos necessários, como funcionários, fornecedores, administração de materiais, canais de distribuição, logistica integrada, meios de promoção, etc. É uma etapa de extrema importância por descrever o funcionamento da atividade. 

QUANTO?: "CA$H!","MONEY","CAIXA","DISPONIBILIDADES"... Qual o valor para o sucesso do negócio? Esse tópico é simples mas o mais essencial. Nele estará dados exatos para o funcionamento do negócio. É a parte mais crítica também por, na maioria das vezes, ser totalmente equivocada a projeção de valor necessário. Consiste no valor necessário para que o empreendimento começe. O modo correto de analisar esses valores seria a projeção de todos custos e despesas mensais e projetá-los para o período mínimo de seis meses. Por exemplo, pretende-se abrir uma loja de instrumentos musicais. Analisando as contas, a empresa terá R$ 12.000,00 de custos/despesas mensais, incluídos capital financiado, aluguél, fornecedores, funcionários, e outras despesas. Assim, é importante que a empresa inicie suas operações com R$ 72.000(6 meses x R$ 12 mil) em caixa para suprir o tempo de sua introdução à sua aceitação no mercado ( É essencial considerar esse período como 6 meses).

É indispensável que todos os empreendedores e pré-empreendedores tenham em mente essas quatro perguntas importantes. Não é um plano de negócio mas uma ferramenta de direcionamento a ser desenvolvida a partir de nossas próprias percepções mercadológicas. Empreendedorismo é a raiz dos negócios brasileiros, já que mais de 90% das empresas nacionais são as micro e pequenas empresas, resultado do sucesso de milhões de brasileiros empreendedores. Esse artigo tem como objetivo o compartilhamento desse método desenvolvimento de negócios para que empreendedores que tenham acesso ao Tutor Executivo sejam capaz de analisar seus projetos através desse mecanismo e principalmente, capaz de vencer no desafio de criar e manter o negócio.

Video: SAMSUNG e NISSAN

Para vocês verem como as empresas estão estratégicamente interagindo com o público-alvo através das redes sociais. Exemplos como esse video, o dos "Pôneis Malditos" da Nissan, dentre diversos outros. São vídeos engraçados que as campanhas publicitárias das empresas promovem com o intuito das pessoas se divertirem e compartilharem com amigos nas redes sociais. No caso do "Pôneis Malditos", no auge há uns 2 ou 3 meses, ultrapassou 12 milhões de visualizações somente no canal da Nissan. Além disso, a empresa teve um aumento de 81% em sua receita após a publicação do video.

 "Após a polêmica propaganda "Pôneis Malditos", que chegou a receber mais de 30 reclamações no Conar, a Nissan do Brasil terminou agosto com recorde de vendas para sua picape Frontier, desde que o modelo foi lançado no país, em 2002. A montadora japonesa vendeu 5.375 unidades em agosto, 81% a mais que o mesmo período de 2010. Já a Frontier registrou 1.488 picapes vendidas, ou 110% a mais que em agosto de 2010, segundo dados divulgados pela empresa.

As vendas da Nissan aumentaram expressivamente em outros modelos, além da Frontier. O Sentra viu suas vendas subirem 127%, com 1.161 unidades; enquanto o Tiida acumulou alta de 120%, a 1.470 unidades. Já o Livina teve alta de 15% nas vendas, com 1.245 carros vendidos. Com os resultados, a Nissan aumentou sua participação de mercado para 1,8% em agosto. As metas para a empresa, no entanto, são adquirir 3% de participação em 2012". (Veja/Abril)
Dessa forma, diversas empresas estão deixando de lado os meios de comunicações mais convencionais e aderindo fortemente às redes sociais, que proporcionam uma visibilidade muito maior e em alguns casos, gratuitamente. Assim, esses dois videos demonstram isso. Esse da Samsung ainda não é tão popular e engraçado quanto o da Nissan, mas já vem como uma forma de compartilhamente em redes sociais, já que o maior público são exatamente os que estão nelas. Confiram abaixo os dois videos. 




Como educar as novas gerações para aproveitar as oportunidades futuras do Brasil

Li esse artigo sensacional na Época Negócios e estou repassando no site. Simplesmente sensacional! Destacam-se as tendências futuras no Brasil e no mundo e os meios de como criar as novas gerações para aproveitar essas oportunidades. Muito interessante.

Onde será que eu vou investir?

Durante as férias escolares de julho, 93 crianças e adolescentes se reuniram em um acampamento na cidade de Atibaia, distante 70 quilômetros de São Paulo. Todos eram filhos de empresários e executivos. Com idades entre 5 e 17 anos, tinham bastante tempo para brincar e manter contato com a natureza. Nem tudo, no entanto, era farra. Numa espécie de pega-pega organizado por especialistas em finanças, uma criança com as pernas amarradas corria atrás dos colegas. Aos pulos, tentava pegá-los – todos de óculos com uma imagem de cifrão nas lentes. O menino das pernas amarradas simbolizava a figura do trabalhador. Para aprender o conceito de renda ativa, era obrigado a perseguir seu salário – os demais participantes. De repente, soava uma sirene. Era o fim do expediente.
Depois de acumular certo volume de capital, o “trabalhador” podia, enfim, receber o descanso merecido. Sentado numa cadeira de praia, o menino era paparicado por todos. Esta foi a analogia usada para mostrar a transição da renda ativa para a renda passiva, resultante da aposentadoria, do recebimento de aluguéis, dividendos e outros recursos. “Eles estavam lá para aprender a lidar com o dinheiro”, diz Silvia Alambert, diretora da subsidiária brasileira da Money Camp, empresa americana que promove atividades lúdicas com o objetivo de dar um clique capitalista na cabeça da garotada. “Seus pais querem que eles saibam o valor do dinheiro já na infância, e enxerguem como empreender pode mudar suas vidas.”
É claro que este método tem lá seus críticos. Muitos. Dar um clique capitalista em crianças de 5 anos, amarradas, soa, para empresários como Ricardo Semler, quase uma agressão à individualidade e liberdade de escolha. Ele prefere um modelo de educação mais livre, flexível, abrangente. “Em casa, são os meus filhos que decidem o que querem estudar e quando”, afirma. Esses dois exemplos são diametralmente opostos, mas têm uma mesma origem: a vontade de educar os filhos da melhor maneira possível, para lidar com o futuro. Claro que a experiência pessoal dos pais guia as crenças do que pode dar certo, mas não há qualquer garantia de que o que deu certo para uma geração será suficiente para acompanhar as transformações econômicas e sociais dos próximos anos.
Mesmo assim, é preciso escolher: entre diversas linhas pedagógicas, entre atividades extracurriculares, entre experiências que moldam o caráter e até entre outras formas de ensino. Qual é a melhor? “Simplesmente, não existe a melhor opção”, diz Howard Gardner, professor de Educação da Universidade Harvard. O melhor depende de alguns fatores, como os valores, as prioridades da família e o perfil da criança. Há quem aposte em matricular o filho de 3 anos no curso de mandarim, para estar pronto para a suposta hegemonia chinesa no mundo. Há quem aposte em deixar o pequeno comer um pouco de terra numa praça com crianças do bairro. Ou estudar música.
Para entender o quanto o futuro é incerto, basta olhar o passado. Em 1910, o Brasil era agrário. Educação de qualidade se resumia à alfabetização. Em 1950, o ideal de sucesso era formar um médico ou advogado – ou um funcionário público. Na década de 70, engenharia parecia o caminho seguro a trilhar num país que vivia as grandes obras do Milagre Econômico. Cada uma dessas visões de futuro levava a um ideal de educação. E estão todas em xeque hoje. Durante as últimas décadas, o assunto educação entrou na agenda – mundial e brasileira. Mas ainda falta muito. O ensino fundamental é precário e mesmo as escolas de elite apresentam resultados aquém do padrão de excelência internacional. Hoje, o Brasil ocupa a 53ª posição entre 65 países listados no ranking de educação organizado pela OCDE. “A escola brasileira está no século 19, o professor no século 20 e o aluno no século 21”, diz Mozart Ramos, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco e conselheiro do Todos pela Educação, um dos mais importantes movimentos financiados pela iniciativa privada.
"No século 21, serão cruciais duas competências: habilidade para trabalhar 
em equipe e capacidade de fazer análises críticas"

As competências do século 21

Intui-se, daí, que as competências para o século 21 serão muito diferentes das de hoje. Linda Shear, pesquisadora de Stanford, cita duas delas: a habilidade para trabalhar em equipe (princípio do conhecimento coletivo) e a capacidade de fazer análises críticas – fundamental na era da informação. “Na economia moderna, será muito mais difícil ter sucesso individual”, afirma John MacBeath, professor e pesquisador de Cambridge. Noções de sustentabilidade também serão tão valorizadas nos bancos escolares quanto a capacidade de acompanhar as mudanças tecnológicas e sociais. É de gente assim que o país precisará para sustentar o crescimento que se prevê.
O cenário permite ser otimista. Daqui a 30 anos, o Brasil será a quarta maior economia do mundo, de acordo com um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC). Um país mais globalizado, com um imenso mercado interno, vocação exportadora de recursos naturais e maior peso das grandes corporações. A população, de 205 milhões de habitantes, envelhecerá e a renda per capita será cinco vezes maior que a atual, atingindo US$ 50 mil. “Nossa renda terá passado de média para alta, nos padrões do que hoje são a Alemanha e os Estados Unidos”, diz Marcelo Moura, professor do Insper. Se essas previsões se confirmarem, daqui a 30 anos a geração que está nascendo ou crescendo agora terá mais executivos, mais profissionais globalizados e uma infinidade de empreendedores. Um empresário de médio a grande porte, nesse novo país, poderá faturar R$ 1 bilhão – o cálculo leva em consideração o faturamento médio desta faixa de empresa (até R$ 300 milhões, segundo o BNDES) e as projeções de crescimento do PIB para 2040.
Preparar o profissional do futuro

Para tornar reais essas oportunidades hipotéticas, porém, será preciso haver gente. Quanto mais bem formadas as novas gerações, mais brilhante será o futuro do país – e mais oportunidades surgirão. Não serão todos empreendedores, até porque, nesse caso, cada empresa só teria um empregado. Mas, mesmo entre funcionários ou profissionais liberais, o ensino da gestão e a capacidade de tomar decisões autônomas serão cruciais.
Preparar profissionais de acordo com o futuro cenário econômico e social não significa abandonar completamente a tradição. Algumas fórmulas atuais de sucesso são bem conhecidas, e devem permanecer assim. Perseverança, capacidade de resistir a frustrações, clareza de objetivos, criatividade, tudo isso conta para a formação do novo executivo brasileiro. Combinar essas características com as demandas do século 21 é o maior desafio na educação. Da experiência de gente bem-sucedida nos negócios, extraímos cinco caminhos possíveis para a empreitada. Alguns deles são contraditórios. Mas, na maioria das vezes, são complementares.
O caminho da competição

Para muitos pais e educadores, o ambiente escolar precisa reproduzir o ambiente competitivo. A meritocracia, que premia os que alcançam os melhores resultados, ultrapassou os limites da prática de esportes individuais, inspirou modelos de gestão de negócios e tem permeado o sistema escolar. Há gradações, é claro, mas qualquer pai cuja preocupação principal é que o filho passe bem no vestibular está, pelo menos em princípio, nessa linha. O empresário Jorge Paulo Lemann, fundador do extinto Garantia e controlador de negócios como AB Inbev e Burger King, é um dos mais ferrenhos defensores da tese. Na vida e profissionalmente. Quando jovem, Lemann foi cinco vezes campeão brasileiro de tênis. Obcecado por desempenho, levou a prática das quadras para os escritórios. Fez uma legião de seguidores da política de metas e métricas, a “escola Garantia”. Na educação, pôs os filhos nos melhores colégios e os ensinou a trabalhar desde cedo. Hoje, dois deles operam no mercado financeiro, onde as recompensas são polpudas e as perdas, pesadas.

Algumas escolas premiam os melhores alunos. O Colégio Santo Américo, em São Paulo, instituiu a entrega de um cartão de bom desempenho aos estudantes com notas acima de 8. No fim do ano, as famílias dos “notáveis” são convidadas para um aprazível e restrito coquetel. “A premiação tem como objetivo valorizar o estudo”, diz Liamara Montagner, coordenadora da educação infantil do colégio. Discípulo de Lemann, Fersen Lambranho, sócio-diretor da GP Investimento, gosta. Ele tirou seu filho, de 7 anos, de uma renomada escola de São Paulo porque o reitor decidiu extinguir um sistema de premiação semelhante. Acabou matriculando o guri no Colégio Bandeirantes, um dos mais rigorosos da capital paulista, que segrega alunos bons e medianos. Na visão de Lambranho, a vida é assim. O colégio deve ser, também.
No Bandeirantes, a partir do ensino médio, os alunos com notas acima de 8 ficam na turma de número 1. Quem se sai bem, mas nem tanto, vai para a turma 2 e assim por diante. A separação segue a lógica do ensino de um idioma estrangeiro. “Nenhum curso de inglês coloca na mesma sala de aula alunos que estão em diferentes níveis”, diz Mauro de Salles Aguiar, diretor do colégio. Segundo ele, o desempenho expresso nas notas demonstra não a capacidade intelectual, e sim a maturidade e a motivação para se dedicar seriamente aos estudos. “Criar grupos homogêneos é controverso. Mas você não passa em um vestibular de medicina se não estiver numa turma desse tipo”, diz.
Alguns pedagogos torcem o nariz para a separação dos alunos por níveis. Porém, a estratégia dá resultado. Estudos demonstram que a homogeneidade dos grupos permite turbinar em 35% o desempenho médio dos estudantes. “A maneira mais fácil e eficiente de melhorar a performance dos alunos é colocar quem tem o mesmo perfil em uma mesma sala”, afirma Ricardo Paes de Barros, coordenador da pesquisa Caminhos para Melhorar o Aprendizado, do movimento Todos pela Educação em parceria com o Instituto Ayrton Senna (leia seu artigo na pág. 46). Especialista em políticas sociais, Paes de Barros diz que o modelo tem, contudo, seu efeito colateral: a perda da diversidade. Ele sofreu na pele o problema, por ter estudado a vida inteira em escolas de altíssima competição e rigor acadêmico, como o ITA e o Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada). “Em nenhum desses ambientes os alunos tinham compaixão com os colegas.”
O valor da experiência

Especialmente nas escolas com apenas cinco horas de aula por dia, pais ocupados tendem a apostar nas atividades extracurriculares. Fazem parte dessa categoria a prática de esportes, a alfabetização musical e o contato com outras realidades. A empresária Ana Maria Diniz, por exemplo, acredita no poder formador do esporte. No fim de julho, enquanto acompanhava o embate de seu pai, Abilio Diniz, com o grupo francês Casino, ela seguia a distância o desempenho de sua filha Andréa, de 16 anos, num torneio de tênis na França. “Esta é a quinta semana que ela está fora de casa jogando”, diz Ana Maria. De uns tempos para cá, Andréa tem dado sinais de que pretende se tornar tenista profissional. Como sua dedicação não tem prejudicado suas notas, Ana Maria e seu marido, o cientista político e jornalista Luiz Felipe D’Avila, incentivam a vocação esportiva. “O esporte mostra a dureza da vida de forma genuína e nos poupa de criar barreiras artificiais”, diz.
Segundo Ana Maria, a prática regular de tênis tem ajudado Andréa a amadurecer e tornar-se obstinada. O caçula João, conhecido como Juca, 15, vai pelo mesmo caminho. “Ele diz que irá representar o Brasil no golfe na Olimpíada de 2016.” Não foi por acaso que o esporte entrou na vida dos seus dois filhos com D’Avila (Ana Maria também é mãe de Bruna, 25, e Bianca, 24, filhas do primeiro casamento). Na sua família, esporte é uma segunda religião. Aos 74 anos, Abilio é conhecido por manter excelente forma física se exercitando três vezes ao dia. Ana e D’Avila não ficam longe disso. “Fiz balé durante 17 anos. Hoje eu pedalo e faço aula de dança indiana e street dance pelo menos três vezes por semana.” D’Avila corre, nada, joga squash e pedala.
A importância das atividades extracurriculares é destacada por grandes universidades como um dos critérios mais importantes na seleção dos candidatos. “Além de excelência acadêmica, que demonstra comprometimento do candidato com os estudos, buscamos evidências que comprovem a capacidade e o potencial de liderança dessas pessoas”, disse Nitin Nohria, reitor da escola de negócios da Universidade Harvard. O candidato pode ter desenvolvido alguma ação social ou ter sido capitão do time da escola. Tudo conta. Segundo Nohria, os estudantes que conseguem ingressar em Harvard têm uma ampla gama de interesses e experiências pessoais e profissionais. “Normalmente, são pessoas curiosas e muito motivadas para aprender".

Gilberto Mautner, fundador e executivo-chefe da Locaweb, empresa de hospedagem na internet, escolheu a música como complemento dos estudos. Fora do colégio, sua turminha – Eduardo, 9, Felipe, 8, Gabriela, 7, e Rafael, 6 – faz duas aulas individuais de piano por semana. “Eles estão na fase de alfabetização musical.” Engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Mautner passou boa parte da vida de estudante e profissional quebrando a cabeça com os números. Mas a música veio antes. “Nasci em contato com os clássicos por causa da minha mãe, que foi pianista profissional.” Segundo ele, a música é uma forma prazerosa de juntar raciocínio lógico e intuição de forma harmônica. “Sei por experiência própria o que eles têm a ganhar com isso.”
O mergulho em realidades distintas daquela que se encontra na escola é parte valiosa da educação de Maria, 13, filha de Horácio Lafer Piva, conselheiro e acionista da Klabin, uma das maiores empresas de papel do país. Nas férias de julho, pai e filha, na companhia de Verena (mulher de Piva) e de dois filhos dela (Samuel, 10, e Pedro, 12), circularam de carro por mais de 2 mil quilômetros em Portugal. Pararam em cidades históricas como Sintra, Évora e Porto. “Nas muralhas de Óbidos, eles brincaram, dizendo que estávamos no cenário do Harry Potter”, diz Piva. Mais que um mero exercício de observação, ele vê nessas viagens pelo desconhecido uma etapa crucial na formação de sua filha e dos dois enteados. “Sou contra essas escolas que querem ser bunkers.”
Steve Jobs também. Detestava as aulas e achava um desperdício fazer lição de casa. O ensino tradicional o cansava e ele pediu aos pais que o transferissem para uma escola mais liberal. Deu certo. Até chegar à faculdade. Jobs fez apenas seis meses de física, arrumou um estágio na HP e depois foi trabalhar na Atari. De lá, sumiu para uma temporada na Índia, usou LSD e voltou budista, com a cabeça raspada. Anos depois, com o amigo Steve Wozniak, fundou a Apple.
O poder do exemplo

O capital cultural da família acelera a ascensão social da segunda geração. Segundo uma pesquisa do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/UERJ), o peso da origem familiar chega a ser maior que o da educação. O filho de um profissional bem qualificado tem 2,71 vezes mais chances de ascender socialmente do que o filho de um trabalhador braçal – o que já é esperado. Já a força de um diploma universitário na escada social é quase três vezes menor. Pode parecer estranho, mas a chance de um jovem formado na universidade ascender é praticamente igual à de outro que não concluiu a universidade.
Quando envolve valores e princípios de instituições e empresas tradicionais, a transmissão de conhecimento de geração a geração pode ser tão importante quanto a educação formal. É o caso dos Ermírio de Moraes, donos da Votorantim, um dos maiores grupos empresariais familiares. O hábito de formar “dentro de casa” chegou à quarta e quinta gerações, compostas por mais de 60 herdeiros. Um deles é José Roberto Ermírio de Moraes Filho, de 25 anos. Há três anos, Beto, como é conhecido, fundou a Perfin, uma gestora independente de fundos de investimento, e tem investido capital próprio em empresas de tecnologia. Ele teve uma educação tradicional. Estudou na Escola Morumbi e fez faculdade de administração de empresas no Insper. Na adolescência, cursou o “high school” em Oxford, na Inglaterra. “Não foi uma experiência inesquecível”, diz. Memoráveis mesmo, ele conta, foram as conversas com seu pai, presidente do braço industrial do grupo, e os tios, na fazenda da família no interior paulista. Os Ermírio reuniam a garotada e começavam a falar da importância do grupo Votorantim. Invariavelmente, levavam as crianças para visitar as fábricas. Beto iniciou a turnê industrial aos 8 anos. Desse tempo guarda a lembrança do milk shake após o passeio e de uma definitiva lição de seu pai. “Ele mostrava os carroceiros na rua e dizia que aquele ia ser o meu futuro se eu não trabalhasse.” Assim como os primos, Beto conta com um programa familiar para auxiliá-lo a conciliar a preservação do legado e a busca do próprio caminho. Os jovens são divididos por idade e recebem aconselhamento de especialistas e dos mais velhos. Também assistem a palestras de economistas, cientistas políticos, esportistas e até de concorrentes.
Bem menos formal, Horácio Piva prefere o caminho do exemplo de vida, não apenas o profissional. Recentemente, o empresário passeou de carro com os três filhos pela Cracolândia, reduto de consumidores de crack em São Paulo. “Sem que eu precisasse fazer qualquer discurso careta, eles entenderam o que as drogas causam às pessoas.” Caminho parecido foi trilhado pelo empresário Marcos de Moraes, dono da Sagatiba, fabricante de cachaça que está presente em 42 países. Quando seus filhos tinham 10 e 13 anos, idade em que os pais se preocupam com os perigos da adolescência, Moraes decidiu levá-los à associação dos narcóticos anônimos de São Paulo. Os dois ouviram o relato de uma menina de 13 anos viciada em drogas que havia contraído o vírus HIV. Ficaram assustados. Volta e meia, a visita à menina era tema de reuniões da família. Por conta desse episódio, seu filho mais velho decidiu construir uma biblioteca numa favela. “Você tem de viver a verdade do mundo, e não uma situação ilusória gerada por uma posição privilegiada”, afirma Moraes.
Milionário aos 33 anos, quando vendeu o Zip Mail para a Portugal Telecom, por US$ 365 milhões, Moraes, hoje com 45 anos, não quer que os dois filhos sigam a sua trajetória – nem a do pai, o ex-rei da soja Olacyr de Moraes. Ambos largaram os estudos para trabalhar (o primeiro largou o colégio, o segundo, a faculdade). Os filhos adolescentes do dono da Sagatiba estudam em bons colégios. “O trato que eu tenho com eles é o seguinte: façam o que quiserem, desde que tenham dedicação”, diz Moraes.
A força da comunidade

Muitas vezes, os exemplos não vêm da prática, mas dos valores ensinados em casa ou na comunidade. A ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, candidata à Presidência em 2010, contou com a ajuda de uma rede de proteção – o sindicato, o partido e, principalmente, a família – em seu processo educacional. Ela viveu numa “tribo”, como costuma dizer. Nascida no seringal Bagaço, no vilarejo de Breu Velho, a 70 quilômetros da capital do Acre, teve apoio dos avôs, tios e primos. E, claro, do pai. “Até hoje, meu pai, Pedro, de 84 anos, é uma espécie de cacique que aconselha as pessoas.” Aos 16 anos, Marina mudou para Rio Branco para cuidar de uma doença e foi morar com um tio. Com o sonho de ser freira, fez o Mobral, o programa de alfabetização para adultos. Sua avó dizia que não havia freira sem saber ler ou escrever. Marina não conhecia o alfabeto, mas tinha noção de matemática porque aprendera a fazer contas de quanto um seringueiro deveria ganhar. Ao ver a professora ensinando os fonemas, deduziu que as palavras eram formadas pela soma dos sons das letras. Com ajuda de um primo, decorou o som de cada letra. Em 15 dias, sabia o alfabeto e, em três meses, concluiu o primário. “Aquele diploma era a fresta da janela de oportunidade”, diz. Ela se formou em história.
Marina tem quatro filhos, com idades de 20 a 30 anos. Os mais velhos estão formados em psicologia e publicidade, os mais novos estudam Direito e jornalismo. Ela diz que não interferiu na decisão deles. Mas fez de tudo para que chegassem lá. Quando era professora de uma escola privada em Rio Branco, conseguiu bolsa de estudos para os quatro. E valia-se da ajuda de parentes nas ocasiões em que os deveres políticos a impediam de acompanhá-los nos estudos. Educação era prioridade zero para quem aprendeu a ler aos 16 anos.
Outra prova de que valores familiares e educação consistente podem trazer bons resultados está na família Utsch. Em menos de 40 anos de trabalho, Márcio Utsch saiu da infância pobre para a presidência da Alpargatas, a fabricante das sandálias Havaianas. Era o quinto de nove filhos. Começou a trabalhar aos 12 anos, como cobrador de ônibus (naquela época era permitido), e nunca mais parou. Tem 52, hoje. “Minha mãe era uma pessoa admirável. Incutiu na gente o valor do estudo. E nos encheu de autoconfiança. Tudo era possível, ela dizia.” Os estudos foram num colégio de padres, disciplinador. Mas em casa tinha um contraponto. “Meu pai [produtor rural] era o exemplo de bom humor. Estava sempre brincando, contando piada. Era impossível não dar risada com ele.” Na educação dos filhos, ele diz ser um liberal. “Eles podem fazer o que quiserem.” A partir dessa escolha, entra a disciplina. “O que eles escolherem tem de ser bem feito.”
Utsch sempre teve o estilo cobrador. “Tem de ter nota boa, tem de ter bom comportamento.” A imposição podia incluir palmadas. De chinelo. “As pessoas têm de saber que tem comando, que tem regras.” A autoridade, porém, é temperada com muito carinho e apoio às decisões dos filhos. Tiveram uma vida mais fácil que a do pai, em termos de bens materiais, mas Utsch diz ter sempre mostrado a eles que “as coisas não vêm fáceis”. É preciso batalhar. Desde que eram muito pequenos, 6 e 4 anos, levava-os para o trabalho (nas lojas Mesbla, no Rio de Janeiro). Segundo Utsch, deu muito certo. Francisco, o filho mais velho, 29 anos, é sócio de um negócio na área financeira. Juliana, 27, é uma profissional na área de publicidade. Ambos moram sozinhos e estão comprando seu apartamento próprio. “E fazem questão de passar fins de semana comigo e com a minha mulher.”
Não são apenas os bons exemplos familiares que forjam uma carreira bem-sucedida. Problemas caseiros, muitas vezes, turbinam o potencial criativo. Larry Ellison, o fundador da Oracle, ouviu várias vezes de seu padrasto e de professores que não seria ninguém, sobretudo depois que abandonou a faculdade. “Eu tinha figuras fortemente autoritárias, tanto na escola quanto em casa, que serviram como exemplos maravilhosos de como eu não queria ser”, disse, em recente entrevista a um site americano. Bill Gates teve melhor sorte. Seus pais, cansados da rebeldia adolescente do menino, o levaram a um psicólogo. O diagnóstico: que o ajudassem a canalizar a inquietude de forma produtiva. Os pais o mandaram a Harvard. Ele não concluiu, mas montou a Microsoft.
A inspiração da liberdade

Se há pais que acreditam na rigidez da disciplina e no espírito competitivo como pilares da educação, num outro extremo estão os que pregam a liberdade quase absoluta. É o caso de Ricardo Semler, do Grupo Semco, e sua mulher, Fernanda Ralston. “Valorizamos muito mais a omissão do que a ação na educação dos nossos filhos”, diz Semler. Juntos, eles levaram para a zona rural de Santo Antônio do Pinhal, cidade próxima a Campos do Jordão (SP), o método pedagógico libertário da Escola Lumiar, que segue os ideais de liberdade do filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau. Na prática, os alunos são envolvidos na tomada de todas as decisões – da escolha dos temas abordados nas aulas à expulsão dos colegas –, e não têm provas nem boletins. A Fundação Ralston-Semler administra as escolas Lumiar (duas em Santo Antônio, uma em São Paulo).
Quatro dos cinco filhos do casal estudam na Lumiar. Como as duas unidades (uma pública e uma privada) funcionam praticamente no mesmo espaço, os filhos de Semler e Fernanda fazem várias atividades com os filhos de caseiros e empregadas domésticas. A diversidade é estimulada a todo momento. “Não suporto as escolas em que as crianças vestem as mesmas roupas e têm até o mesmo corte de cabelo”, diz Fernanda. Assim como o seu marido, que se consagrou ao publicar livros criticando a gestão tradicional de empresas, Fernanda é questionadora por natureza. “Fui expulsa de três escolas por não me adequar aos métodos.” Semler se formou na São Francisco, a faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, cursou MBA em Harvard e não completou o mestrado de ciência política em Oxford. Mais tarde, tornou-se professor do MIT. “Estou usando tudo o que vi por aí para educar os meus filhos e interferir de alguma forma na educação do país”, diz. Ele tem dado palestras e publica artigos sobre o assunto.
O bilionário Eike Batista também é um empresário a favor de uma educação sem amarras. O que chama mais a atenção no seu caso é a maneira, digamos, experimental com que conduz a formação de Thor, de 20 anos, e Olin, 15, seus dois filhos do casamento com a modelo Luma de Oliveira. Olin faz aulas com professores particulares na sede da EBX, holding dos negócios de Eike. O motivo, segundo o próprio Eike, é que seu filho foi expulso de duas escolas em menos de dois anos. “Ele não se adequou a nenhuma delas, agora está pagando o preço”, diz. Para Eike, as expulsões ocorreram parte por indisciplina e parte por causa da timidez de Olin, que volta e meia se expressava de forma inadequada na sala. Atualmente, o “home schooling”, como é conhecido o ensino doméstico, não é regulamentado no Brasil, o que já levou alguns pais a serem processados. “Olin quer voltar para a escola, sente falta do convívio social”, diz Eike.
Não são apenas os bons exemplos que formam uma carreira bem-sucedida. 
Problemas caseiros podem turbinar o potencial criativo

Thor também não tem visto os professores. Trancou a faculdade de economia no primeiro ano e agora se prepara para prestar vestibular de relações internacionais. “Não estou preocupado porque sei que os dois sabem voar”, afirma Eike. Como pai, o dono da maior fortuna do país, oitava do mundo, procura envolver Thor no dia a dia dos negócios da EBX. “Ele estava comigo quando fui me encontrar com o xeque Mansour bin Zayed al-Nahyan, um membro da família real de Abu Dabi”, diz. Ele também incentiva as habilidades de Thor como investidor. Diz ter dado R$ 70 mil para que o primogênito, aos 15 anos, se acostumasse com as apostas na bolsa. Recentemente, Eike aportou R$ 6 milhões na construção da filial carioca da boate Pacha, o primeiro negócio do filho. “Na idade dele, eu também tinha um desejo enorme de ser independente.”
Como qualquer pai, Eike tem o desafio de educar um filho em um mundo totalmente diferente daquele em que foi criado. “Fui educado para ter vergonha de pedir dinheiro aos pais”, diz. Ele teve seis irmãos. Thor não é bem assim. Tem um Aston Martin e pode usar o helicóptero de Eike. Para evitar o comodismo que pode derivar de uma vida em que tudo parece estar ao alcance, Eike arrumou um trabalho de uma semana para o filho numa oficina mecânica na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio. Sofrer um pouco de estresse na fase de desenvolvimento não faz mal a ninguém, afirma. A tese vem da sua infância. Ele tinha asma a ponto de cair da cama à noite. “O tratamento da minha mãe era me jogar na piscina, sem que eu tivesse chance de reagir.” Depois de engolir alguns litros de água, aprendeu a nadar, expandiu os pulmões e se curou da doença. “Hoje, corro maratonas”, diz. “Para minha mãe eu era o bundinha de ouro, mas tinha de levar as coisas a sério.”


Fonte: Época Negócios
Site: Tutor Executivo

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