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Capital Social: Equilíbrio e ponto de partida para empresas

Tive a iniciativa de publicar esse artigo devido à uma recente experiência que aconteceu comigo. Prestando uma pequena consultoria para alguns sócios, que vieram me consultar antes de fechar negócio, encontrei alguns  erros e argumentos que me intrigou bastante sobre essa possibilidade e passei a pesquisar. No tal negócio, que proporcionaria um ganho extraordinário, havia algo peculiar que vinha impossibilitando que a empresa fechasse negócio depois de um ano de atividades em projeto, ausência de "capital social".



Por Lucas Margotti

A taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas no Brasil é muito elevada. Chega a ser 90% o índice de empresas que fecham antes de um ano de atividade. É interessante analisarmos esse indice quando levamos em conta que nos países desenvolvidos, esse índice é muito pequeno. As dificuldades que encontramos no Brasil para que o negócio tenha sucesso estão relacionados com o comportamento social dos consumidores e a falta de conhecimento técnico sobre a administração de negócios e, principalmente, ausência de capital social.

O capital tem importância muito grande nas organizações. Ele é o responsável por ativar o começo e a estabilidade da empresa no período de tempo. Em um balanço patrimonial, ele é o recurso que encaixa no patrimônio líquido e equivalia-se rapidamente nas contas do ativo, possibilitando investimentos ou caixa para as atividades da empresa. A ausência de capital necessário é um dos principais fatores responsáveis pelo fracasso das organizações. Quando um empreendimento bem visualizado, aqueles no ponto certo e proporcionando o produto certo, encerra suas atividades, provavelmente a ausência de capital e a má administração proporcionaram essa queda.

É comprovado cientificamente que a maioria dos empreendimentos novos só começam a dar lucro após o sexto mês. E isso quando o empreendimento tende a ser bom. O erro que os empreendedores cometem é deixar de lado esse planejamento financeiro e acreditar no sucesso sem ter algo concreto a ser creditado. Tão equivocado quanto isso, é acreditar na possibilidade de que existem empresas que não precisam de capital para ativar o negócio. Para trabalhar em negócios que proporcionem retorno financeiro alto, precisamos investir muito alto. Em negócios que proporcionem retorno financeiro baixo, temos que investir muito. Empresas gigantes investem bilhões todos os anos para terem metade disso de retorno em alguns casos. A diferença é que esse retorno é pequeno quando analisado a curto prazo. A longo prazo, ultrapassa em mais de 200% do capital investido. E é isso que move as empresas.

A ausência de capital não proporciona sucesso. E muito menos sobrevivência. Quando acontece de o empreendedor não ter investido nada, apenas ter oferecido o produto, é provavel que algum investidor esteja interessada e promova o sucesso dessa maneira, mas tornando-se membro da organização e transformando-a em sociedade empresarial. Assim, considera-se que a empresa realmente entrou com capital para inicio de suas atividades e trabalhará normalmente como uma empresa qualquer. Caso contrário, não há como. No balanço patrimonial da empresa não haverá equilíbrio e será considerado equivocado, impossibilitando atratividade e sucesso no mercado.



Voltando ao caso inicial, a falta do capital social no projeto possibilitou um "malabarismo" de contas que jamais seria analisado com "bons-olhos" por perítos em administração e, muito menos, por responsáveis em fechar negócio. O projeto consistia em um valor extremamente alto de investimento, ultrapassando 25% de R$ 1.000.000,00 mas não havia nenhum capital investido. O lucro e o prolabore do projeto eram extremamente altos também e toda a estruturação do preço final, eram simplesmente o agrupamento de todos os custos e despesas, somados à magem de 25% de lucro e os honorários dos sócios. Sem dúvida o negócio é muito interessante e inovador, mas essa ausência de capital é incapaz de promover o sucesso da empresa. Analisando os valores e construindo da maneira correta, foi possível diminuir os custos e o preço de venda em 40% do valor inicial proposto. Mas tal iniciativa foi impossibilitada justamente pela ausência de capital. Então, ignorados os conselhos e reorganização das contas, continua-se a empresa da mesma forma e viajando incansavelmente buscando a primeira organização-cliente, que em tese, provavelmente trabalhará como investidora-sócia sem ter conhecimento disso. Isso, se os responsáveis não forem peritos para ter conhecimento dessa manobra.

O capital social é um recurso primordial para o começo da empresa e a distinção de quotas de participação e responsabilidades. Principal ausência nas organizações que falham nos primeiros anos de atividade, aconselha-se que todos passam a planejar melhor a administração e planejamento do capital para que sejamos capazes de diminuir esse índice de falência que impossibilita maior atratividade em abrir negócios. No Brasil, as micro e pequenas empresas são responsáveis por grande parte dos negócios do país, responsáveis pela maior parte das oportunidades de emprego disponíveis e ainda, considerados os negócios que apresentam maiores vantagens para os investidores. Com planejamento financeiro e administrativo, todos os negócios serão possível de ser estabilizados.

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