Pesquisar

Perfil do Profissional de Marketing no Brasil

A àrea de marketing é uma das mais importantes dentro de uma organização. Muitos proprietários dão pouca importância para essa disciplina sem levar em consideração sua aplicabilidade como elemento estratégico no mercado. Muitos se limitam ao entendimento e execução de suas bases mais simples, sem levar em consideração o universo de informações e ferramentas que o Marketing pode oferecer. Da mesma perspectiva, o profissional de marketing é um elemento chave para o desenvolvimento mercadológico da organização, sendo sua responsabilidade o entendimento e análise mercadológica com o intuito de agir de acordo com as necessidades do mercado onde a empresa atua.



Assim, essa reportagem extraída do site "Mundo do Marketing" e escrita por Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing, descreve uma pesquisa sobre as tendências dos profissionais de marketing. Muito boa... Encaminhando...





Mulher, analista de Marketing, trabalha há mais de um ano na mesma empresa de pequeno porte, é formada em Marketing, tem entre 25 e 45 anos, pós-graduação ou MBA, trabalha com uma verba de até R$ 500 mil, pretende ficar na mesma companhia no próximo ano e fazer uma nova pós-graduação. Acredita que será promovida, tem como desafio conseguir mostrar o valor que o Marketing pode proporcionar à organização e está satisfeita com seus fornecedores.  Este é o principal perfil do Profissional de Marketing no Brasil.


O mapa da profissão traçado pelo Mundo do Marketing em pesquisa realizada em conjunto com a Michael Page mostra a predominância da mulher na área. Elas são a maioria, ocupando 57,5% dos postos de trabalho. O levantamento realizado pela internet em setembro de 2011 ouviu mil pessoas em todo o Brasil. Entre os cargos, 28% são analistas, 19% gerentes, 17% assistentes, 14% coordenadores, 7% estagiários, outros 7% diretores, 5% supervisores e menos de 1% presidentes. A conta fecha com 2% exercendo outros cargos.


Contrariando a percepção de que o profissional de Marketing permanece por pouco tempo na mesma empresa, apenas 17% têm menos de um ano de casa. A maior parte (44%) tem entre um e cinco anos. Os veteranos, com mais de 10 anos na mesma companhia, somam 17%, enquanto 22% têm entre cinco e 10 anos de casa. Destes, 37% pretende ficar na mesma empresa no próximo ano acreditando que será promovido.


Evoluir na carreira é essencial


Já os que pretendem trocar de endereço comercial somam 35%. Há ainda uma parcela (16%) que pensa em permanecer na mesma companhia com o mesmo cargo e salário. Abrir o seu próprio negócio (8%), trocar de carreira (2%) e até mesmo parar de trabalhar para se dedicar aos estudos (2%) também faz parte dos planos destes profissionais. Investir nos estudos é um desejo comum. “Esta ansiedade vivida pelos profissionais é reflexo das boas notícias sobre a conjuntura econômica, que gera a impressão de um excesso de oportunidades no mercado, nem sempre real”, afirma Sergio Sabino, Diretor de Marketing da América Latina do grupo Michael Page.

Apesar de 33% dos profissionais de Marketing no Brasil terem pós-graduação e outros 20% MBA em Marketing, 67% pretende fazer um novo curso de longa duração, incluindo outro MBA ou Pós no país e no exterior (27%), nas áreas de pesquisa, gestão, responsabilidade social, Marketing digital e comportamento do consumidor. Cursos de curta duração (53%) e participação em eventos no Brasil (53%) e no exterior (27%) também fazem parte do plano de carreira do profissional de Marketing.

Tudo isso para poder enfrentar os desafios que eles acreditam serem os mais importantes, como conseguir mostrar efetivamente o valor que o Marketing pode proporcionar à organização, votado como o mais relevante para a maioria. Boa parte dos profissionais também reclamou dos salários. Para eles, há uma baixa remuneração no Marketing quando comparada a cargos equivalentes em outras áreas. O budget incompatível com as expectativas da companhia também é apontado como um desafio, seguido da falta de valorização da profissão em determinados setores e a constante necessidade de adaptar-se com rapidez às mudanças de mercado e do comportamento do público-alvo.

No quesito satisfação com seus fornecedores de Marketing, a situação é relativamente positiva. Em uma escala de um a 10, as agências de propaganda e de promoção obtiveram as melhores médias, com 6,5. Os terceirizados de Marketing Digital ficaram com nota 6, enquanto os de relacionamento e de pesquisa por pouco não ficaram em recuperação, com médias 5,6 e 5,4, respectivamente.




3 comentários:

  1. Bacana o texto sobre Marketing. Trabalho com marketing na empresa júnior e me dou muito bem com a área. Quando se está de fora, tem-se a impressão que qualquer pessoa pode atuar na área de marketing, que é uma área subjetiva, não necessitando de qualificação. Em parte é verdade. Creio que qualquer um é capaz de desempenhar um papel satisfatório (aquele muito conhecido nas empresas "dá pra enganar"). No entanto, um profissional que agregue valor à organização, que transcenda às limitações da empresa, que saiba enxergar oportunidades, que esteja disposto a fazer sacrifícios para o bem da empresa e sinta prazer no que faz, este é difícil. Este cara possui "feeling".

    Bruno Bueno

    ResponderExcluir
  2. Olá, Lucas. Atualmente você recebe um ponto positivo se possuir boa formação em um curso de Marketing, o mercado está cada vez mais concorrido, e as empresas preferem contratar profissionais qualificados para ajudar a vender seus produtos de maneira eficiente e positiva. Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Com certeza.
      O mercado precisa de pessoas qualificadas. É isso que faz a diferença hoje.
      Obrigado pelo comentário, ArtMix!
      Lucas

      Excluir

Leia mais