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Itaú sem papel: Preocupação ambiental baseada na redução de custos operacionais

Por Lucas Margotti

Observando as tendências sociais e ambientais, as empresas estão cada vez mais incentivando algumas práticas ambientais como forma de criar uma imagem positiva para a empresa. O banco Itaú tem incentivado à não utilização de papel nos extratos de cartões de crédito, optando pelo recebimento via internet. E como meio de conscientizar essa proposta, o Itaul reeditou um video viral, superconhecido no Youtube, com mais de 34 milhões de acessos. Nada menos que o bebê Micah, um bebê que dá gargalhadas ao ver o papel sendo rasgado. Na realidade, o banco apenas pegou o video original, mudando a cor da roupa do bebê com as cores da empresa e fez dele sua campanha de sustentabilidade. 

Realmente é uma proposta muito boa tanto para a empresa quanto para o meio ambiente. Bancos gastam muito papel e é neste ponto que vem a crítica. Bancos gastam muito, mas muito papel. Realmente se for pensar, muitas coisas nos bancos ainda são efetuadas por meio de papeis e mais papeis. O processo de informatização de todos os processos ainda é insuficiente devido ao fato de que nem todos ainda (clientes) estão seguindo as tendências tecnológicas. Eu sou cliente BB há tempos e nunca recebi fatura impressa. Desde o inicio, sempre recebi todos os dados da minha conta. Sem falar que os extratos em papel tirado nos caixas eletrônicos pode custar muito caro. O banco Santander, desde quando era o Banco Real, sempre optou pela utilização de papéis recicláveis em todas as suas agências. 

A maior crítica dessa propaganda do Itaú está no fato de poder ser uma estratégia de redução de custos operacionais, já que reduz gastos com papeis oferecendo os mesmos serviços via internet. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF Nacional), em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade argumenta que o discurso do comercial, de que a suspensão dos extratos impressos pelos clientes contribuiria para “um mundo mais sustentável”, não condiz com as características da produção de papel e celulose nacional. “Não podemos aceitar que uma instituição do porte do Itaú preste esse desserviço à sociedade, transformando o papel de imprimir em vilão. Principalmente quando sabemos que o principal objetivo dessa campanha é a busca da redução de custos operacionais”, argumenta o presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara em entrevista à Exame.

Confiram os videos abaixo:

Propaganda Itaú - Bebê sem papel
Video Original
Portanto, qual a maior preocupação do Banco? Seria uma preocupação ambiental ou uma estratégia de redução de custos?

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