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YOUTUBE – Multimídia em todos os sentidos

Por Lucas Margotti

Um dos maiores desafios das empresas de Web no mundo é criar um site útil com um tráfego extenso, possibilitando uma agregação de valor para a marca. Praticamente todos são regidos por essa filosofia, até mesmo o Tutor Executivo. Antes de tudo, um site deve ser útil e necessário para a sociedade, para posteriormente criar valor sobre essa utilidade. Essa tem sido a ideia do Youtube e de diversas outras empresas e sites atuais. Porém, o que será mostrado aqui é uma perspectiva atual (e futura) dos recursos que esse site está oferecendo adaptado aos novos produtos lançados no mercado e o que esse fato ameaçará a outras mídias tradicionais.


O Youtube foi criado com o intuito de que pessoas pudessem hospedar seus vídeos na internet e mostrá-los para o mundo todo. A ideia era que pessoas criassem seu próprio canal, por isso o nome YOUTUBE (YOU + TUBE – Tube = Gíria para televisão). Colocado na rede em 2005, o site rapidamente se destacou entre os demais sites. Isso se deve ao fato de o site ter incorporado uma espécie de rede social de vídeos. Chamando a atenção de uma das maiores empresas do mundo, em 2006 o Google compra o Youtube por 1,65 bilhão de dólares, uma das maiores aquisições de empresas online.

Porém, o intuito desse artigo não é mostrar o passado e sim o presente, juntamente com as perspectivas futuras. Os novos produtos eletrônicos lançados no mercado estão sendo desenvolvidos de forma a padronizar o sistema de transferência e execução de mídia. O mercado de produtos tecnológicos de consumo tem crescido significativamente. Um dos fatos interessantes é a adaptação das conexões de aparelhos eletrônicos em que as empresas fabricantes desses produtos estão criando, por meio dos sistemas de conexão de TVs e Monitores, tanto LCD quanto LED, além de datashow. De fato, parece uma coisa muito simples e útil, mas é nesse ponto que surge a maior transformação de todas. Se existe a possibilidade de conectar Pen-Drives diretamente na TV, ou o próprio notebook na TV (HDMI), dentre diversas outras formas de conexão, por que as pessoas continuariam a assistir seus filmes em aparelhos de DVD? Ou ainda, por que os mesmos iriam à locadora alugar filmes em DVD? Essa oportunidade foi observada rapidamente pelas empresas de locação de filmes online.



Antes desse fato, era possível assistir filmes no Youtube, compartilhados em partes pelos usuários. As formas de canais do site possibilitava criar uma lista de execução dos vídeos, que mesmo em capítulos, poderia executar um filme completo. Assim, por que não possibilitar aos usuários gastar horas online no site assistindo um filme completo? Já que existem diversos sites que oferecem esse serviço pego, por que não oferecer gratuitamente? E é isso que vem acontecendo com Youtube. Provavelmente observando a ausência de oferta e a possibilidade de oferecer esse serviço, várias empresas de locação de filme online surgiram e ganharam uma participação significativa no mercado virtual. O fato de ter havido essas mudanças nos sistemas de conexão entre aparelhos eletrônicos, essas empresas conseguiram afetar ainda mais o mercado de locadoras tradicionais com estabelecimento físico. Mas essas novas locadoras virtuais são serviços pagos. Assim, agora é a vez do Youtube novamente afetar essas empresas de locação de filmes online oferecendo o mesmo serviço gratuitamente.

Mas é ai que entra a perspectiva futura. Devido ao fato de oferecerem um serviço pago, o portfólio de filmes desses sites é melhor e sofisticado, desde novos a antigos, com autorização e direitos autorais contratados. Ao contrário do Youtube, que possuem vídeos colocados clandestinamente pelos usuários e que rapidamente podem ser afetados pelos direitos autorais. Mas o fato do Youtube possuir uma quantidade enorme de usuários e um tráfego intenso de visualizações e publicações de vídeos, alguns filmes se perdem no universo de vídeos disponíveis e, assim, torna-se disponível para os usuários que o encontram. E isso tem afetado essas empresas de locação online, que utilizam a estratégia de qualidade, novidade e variedade como diferenciais entre eles e o Youtube. 

Portanto, mesmo que o Youtube não possua um portfólio de filmes novos e variado como essas empresas online especializadas na locação de filmes, essa não deixa de ser uma oportunidade a ser estudada pela empresa. A Google é proprietária do Youtube e é provável que investimentos para esse mercado não sejam problemas para a empresa. É muito provável que esse mercado já esteja sendo estudado pelo Google a partir do momento que possibilitou mais espaço aos usuários para hospedar um arquivo extenso. Caso o Youtube comece a desenvolver parcerias com empresas de filmes e passe a oferecer esse serviço gratuitamente para os usuários, o impacto será significativo para diversos tipos de empresas especializadas em filmes, podendo extinguir algumas dessas. Por isso, é necessário que tais empresas observem essa ameaça e busquem desenvolver novos negócios e novos serviços.

Além disso, existem diversos canais oficiais de televisão, rádio, jornais, revistas, músicos e gravadoras, além de canais exclusivos de programas no Youtube, o site é o mais acessado em todo o mundo. Seu maior sucesso se deve também a grande quantidade de visualizações de vídeos virais, que rapidamente ficam famosos por serem engraçados e atingem milhões de acessos. Entre eles, o vídeo “Charlie Bit my finger” é o vídeo viral mais visto no mundo, sendo visto por aproximadamente 457 milhões de pessoas. O mais acessado de todos é o do cantor juvenil Justin Bieber, superando 700 milhões de acesso.

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