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É preciso saber fazer a diferença!

Por Joelma Cristina Santos

A prática na área de Gestão de Pessoas é constituída por inúmeros desafios, alguns bastante complexos, mas que não devem ser ignorados por isso. Afinal, enfrentar desafios (em quaisquer circunstâncias da vida) é uma ótima oportunidade para alguém se tornar uma pessoa melhor e um profissional mais competente. Para o profissional desta área, um destes desafios consiste em fazer a diferença em organizações marcadas pela competitividade, por mudanças constantes e cobranças rígidas, em que as pessoas são o maior capital e precisam, portanto, ser valorizadas. Com certeza não é uma tarefa simples, mas para fazer a diferença, na vida e no trabalho, é necessário ser ousado... Então, por onde começar, diante de demandas tão exigentes?


Na sua atuação, o profissional de Gestão de Pessoas ocupa lugar de mediação entre empresa e trabalhador: é ele o responsável por recrutar e selecionar profissionais, num processo que busca por características pessoais que atendam ao perfil da vaga disponível na organização ao mesmo tempo em que transmite uma imagem da empresa para o futuro colaborador. O alinhamento entre os valores/objetivos do candidato e da empresa possibilita a integração do profissional à organização, numa relação que será permeada pelas expectativas de ambas as partes. Além disso, este profissional atua no desenvolvimento das pessoas dentro da empresa e nos múltiplos aspectos que interferem na permanência delas ali dentro (como clima organizacional, políticas de avaliação de desempenho e de remuneração, entre muitos outros). Assim, para que a prática, neste contexto, seja positiva, o profissional deve atuar de forma estratégia, conhecendo e traduzindo a missão, a visão e os valores organizacionais para o cotidiano de todos os envolvidos na empresa, com ações capazes de impactar o alcance de resultados pela organização.

Entretanto, para que as intervenções em Gestão de Pessoas façam realmente a diferença na vida das muitas pessoas que convivem no ambiente corporativo, todas as suas iniciativas devem partir de um mesmo princípio: a sua atitude tem de ser ética. Uma postura ética abrange desde a realização de um processo seletivo que respeita os candidatos (possíveis funcionários) até a escuta atenta e o olhar voltado para a subjetividade do ser humano que já está trabalhando na empresa, dedicando o seu tempo e o seu talento. Um bom começo para mostrar que o profissional desta área pode, de fato, fazer a diferença, é a implantação de políticas de Gestão de Pessoas que sejam transparentes, coerentes e justas, e que prezem pelos bons exemplos (papel importante na formação das lideranças) e pelo respeito nas relações interpessoais (independentemente dos níveis hierárquicos envolvidos). É certo que se trata de um desafio bastante complexo, mas, ainda assim, possível de ser enfrentado. Então... mãos à obra!?

* Joelma Cristina Santos é psicóloga e mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), possui artigos acadêmicos publicados e atua na área de Gestão de Pessoas. Contato pelo e-mail: joelma.psicologia@yahoo.com.br.

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