Pesquisar

6 tópicos importantes em Contabilidade Social


Contabilidade Nacional ou Contabilidade Social é uma técnica de registro e de mensuração de um conjunto interligado de grandezas e de variáveis definidas pela Ciência Econômica. E, com efeito, uma forma especial de estatística econômica, de natureza contábil, que se propõe a apresentar valores que expressam os montantes das transações econômicas verificadas em determinada economia nacional.

1. Sistemas de Contas Nacionais

O Sistema de Contas Nacionais apresenta informações a respeito da geração, distribuição e uso da renda no país. Também, analisa dados de acumulação de ativos não financeiros e apresenta dados sobre as relações entre a economia nacional e o resto do mundo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade econômica se traduz por inúmeras transações realizadas por diversos agentes.

O objetivo fundamental do Sistema de Contas Nacionais é compatibilizar esta variedade de agentes, os fluxos econômicos e os estoques de ativos e passivos, de forma a promover a integração dos mesmos a partir de um esquema contábil que forneça uma representação completa do funcionamento da economia. Portanto, o Sistema de Contas Nacionais apresenta os elementos essenciais para atividade econômica do país: produção de bens e serviços e a geração, distribuição e o uso da renda.

O PIB consiste no total da renda gerada pela produção em determinado período de tempo, ou seja, o total de bens e serviços produzidos no país descontando os custos e despesas do processo de produção, acrescido dos impostos sobre os produtos. Pode ser entendido também como o total de bens e serviços produzidos no país descontado das despesas com os insumos utilizados no processo produtivo, acrescido dos impostos sobre produtos (líquidos de subsídios).

Essas contas são consideradas como a base do sistema por retratar a atividade da produção e o destino da produção pelas categorias de demanda final. Seu objetivo é apresentar o total da oferta de bens e serviços no ano, considerando a produção doméstica mais importações no ano, e o destino dessa oferta pelas categorias de demanda: consumo intermediário, consumo final, formação bruta de capital fixo, variação de estoque e exportação de bens e serviços.

De fato, as Contas Nacionais são a principal fonte de estatística econômica para análise do funcionamento da economia. De fato, é um instrumento capaz de representar, sintetizar e quantificar as transações realizadas em uma economia, a partir de agregados econômicos. Representam a produção, rendimento e despesas dos agentes econômicos dentro da economia, incluindo transações com o mercado mundial. Portanto, a gestão das Contas Nacionais e o desenvolvimento dos agregados macroeconômicos é muito importante para a economia e objeto de interesse para decisões políticas e econômicas.

2. Balanço de pagamentos

Balanço de Pagamentos é o registro contábil de todas as transações econômicas e financeiras envolvendo um país com os demais países. Compreende duas contas principais: a conta corrente (movimento de mercadorias e serviços) e o movimento de capitais (deslocamento de moeda, créditos e títulos representativos de investimentos). A administração desse balanço é realizada pelo Banco Central, tendo em vista que é o órgão responsável pela gestão das reservas nacionais. O saldo da Balança de Pagamentos em transações correntes indica sua posição em relação ao mercado, sendo exportação em caso de saldo positivo e importação em caso de saldo negativo.

Na segunda metade dos anos 90 o Balanço de Pagamentos do Brasil apresentou sucessivos déficits, reduzindo as reservas internacionais. Já na década de 2000 o país apresentou superávits consecutivos em boa parte do período. De fato, na segunda metade dos anos 1990, o governo de Fernando Henrique intensificou o processo de privatizações. Assim, os investimentos diretos neste ano subiram 27% e foi possível diminuir levemente o nível de empréstimos e ainda assim aumentar o pagamento de amortizações que subiu para US$ 25,4 bilhões, mais que o dobro do valor pago no ano de 1995. A balança comercial segue com um saldo negativo de US$ 6,7 bilhões, sendo que o crescimento das importações é levemente maior que o das exportações. Além disso, a crise da Rússia em 1998 desencadeou a fuga de capitais especulativos de curto prazo nos países ditos emergentes.

Os anos de 2000 e 2001 foram relativamente calmos, as exportações e importações voltaram a crescer, sendo que em 2001 voltamos a apresentar números positivos com um superávit de US$ 2,7 bilhões. Os megasuperávits comerciais voltam a partir de 2003 com a marca de US$ 24,8 bilhões, um novo recorde que seria batido já no ano seguinte, com US$ 33,6 bilhões, apesar do aumento das importações, a política de incentivo as exportações se mostra eficiente. O cenário externo e interno continua favorável nos anos de 2005 e 2006, o valor das exportações em 2006 mais que dobraram em comparação a 2002. A balança de serviços volta a crescer devido ao aumento da remessa de lucros e outros gastos, enquanto as despesas com juros continuam estáveis e até diminuem em 2006.

3. Posição Internacional de Investimento e influência do Saldo em Transações Correntes

A Posição Internacional de Investimentos se refere a diferença entre os ativos externos brutos de um país e seus passivos externos brutos. Enquanto o Balanço de Pagamentos é um documento estatístico que sistematiza um conjunto de transações econômicas realizadas entre residentes e não residentes de uma economia em um determinado período de tempo, a Posição de Investimento Internacional está relacionada com a posição das disponibilidades financeiras externas da economia, baseadas nas normas do Fundo Monetário Internacional.

O saldo de transações correntes é um dos determinantes da variação da Posição Internacional de Investimentos e influencia significativamente esse índice, tendo em vista que a Posição Internacional de Investimento pode variar devido a ganhos e perdas de capital. O país pode ser superavitário em termos de balança comercial, ou seja, consumir menos do que produz e apresentar um saldo deficitário devido ao pagamento de juros. Ou seja, o país realiza uma transferência líquida de recursos ao exterior, mas esta pode ser insuficiente para compensar a renda líquida enviada ao exterior. Vale ressaltar que caso não ocorra um superávit na conta financeira no período, provavelmente a União utilizará as reservas internacionais para suprir essa diferença. Tal fato aumenta o passivo externo líquido reduzindo o ativo externo bruto. 

4. O aumento da poupança externa, necessariamente leva ao aumento do investimento

De fato, o aumento do investimento também tende a gerar um aumento das importações, reduzindo o saldo em conta corrente e aumentando a poupança externa. Na visão neoclássica da macroeconomia, é a poupança que causa o investimento. O investimento é a soma da poupança interna com a poupança externa. Portanto, o aumento da poupança externa (que é um dos segmentos do investimento, promove o aumento do investimento.

5. Números-índice:


Os números-índices são medidas estatísticas para comparar grupos de variáveis relacionadas entre si e obter um quadro simples e resumido das mudanças significativas. São proporções estatísticas, geralmente expressas em porcentagem, idealizadas para comparar as situações de um conjunto de variáveis em épocas ou localidades diversas. A partir do emprego de números-índices é possível estabelecer comparações. 

Na contabilidade social, as variações de preços entre períodos necessitam ser consideradas para evitar problemas na análise dos agregados macroeconômicos. De fato, os números índices não se constituem em medida alguma, mas são indicadores de comportamento ou de tendência de uma ou mais variáveis componentes de um determinado fenômeno.

6. Principal inconveniente do índice de Paasche:

O inconveniente do índice de Paasche é a necessidade em dispor de uma base de ponderação para o último período da série. Tal requisito exige que se façam pesquisas para a determinação dessa estrutura cada vez que se calcula um novo período, o que dificulta o uso dos índices de Paasche para os últimos períodos de uma série de números-índice, até porque os custos seriam altos e o tempo gasto excessivo.

Leia mais